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Porto Alegre, terça-feira, 03 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Notícia da edição impressa de 04/04/2018. Alterada em 03/04 às 20h18min

Meirelles se filia ao PMDB para disputar o Planalto

Henrique Meirelles (d) teve ficha partidária abonada por Michel Temer

Henrique Meirelles (d) teve ficha partidária abonada por Michel Temer


/EVARISTO SA/AFP/JC
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, oficializou ontem sua filiação ao PMDB. Ele entra no partido com o objetivo de tentar viabilizar uma candidatura à presidência da República pela sigla, mas terá um importante adversário interno: o presidente Michel Temer, que já declarou publicamente seu desejo de tentar a reeleição para o cargo nas eleições de outubro deste ano.
Meirelles negociou sua filiação ao PMDB diretamente com Temer, que abonou a ficha de filiação de Meirelles nesta terça-feira junto com o presidente nacional do partido, senador Romero Jucá. Ele decidiu mudar de legenda após não conseguir apoio para uma candidatura ao Palácio do Planalto de seu antigo partido, o PSD, que deve apoiar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, presidenciável pelo PSDB.
Em discurso, Jucá ressaltou o trabalho de Meirelles à frente da Fazenda nos últimos dois anos. Disse que, graças à "competência" do ministro e o "comando político" de Temer, o governo conseguiu conduzir o País da melhor forma possível e fazer coisas "inimagináveis", que garantiram a recuperação da economia brasileira, mesmo com "tormentas, ataques e especulações".
"Meirelles se coloca à disposição do partido para somar esforços e fazer com que tenhamos condições de ganhar as eleições. Temos muito em jogo nessas eleições de 2018, e é por isso que o PMDB tem que ter candidatura. Temos que defender um legado, temos que buscar um caminho que faça com que o que foi alcançado até agora não se perca", afirmou Jucá, que é líder do governo no Senado.
No ato de filiação, o ministro optou por não anunciar ainda oficialmente sua saída do cargo, embora o próprio Temer já tenha confirmado ao Broadcast Político, há uma semana, que Meirelles deixará o governo nesta semana. Como mostrou ontem o Análise Política , o ministro só pretende oficializar a saída da Fazenda amanhã, a dois dias do fim do prazo de desincompatibilização.
Meirelles se filiou ao PMDB mesmo sem a certeza de que será o candidato da legenda ao Planalto. O partido quer o ministro como um "plano B", caso Temer desista de disputar reeleição.
Se o presidente concorrer, a legenda defende que Meirelles seja candidato a vice-presidente, formando uma chapa pura peemedebista, ou seja, composta por candidatos a presidente e vice da mesma sigla.
Enquanto Temer não se decide - ele tem até 15 de agosto para tomar uma decisão oficial -, o PMDB quer usar o ministro como um "escudo" político para o presidente. Para isso, a legenda e o próprio Temer fazem questão de investir no discurso de que o ministro da Fazenda poderá, sim, ser o cabeça de chapa. Com isso, tentam evitar que Temer seja alvo único de opositores na vitrine do jogo político.
Na cerimônia, o PMDB fez questão de reforçar a união entre Temer e Meirelles. "M de Michel, M de Meirelles, M de MDB", diz o refrão do jingle preparado pelo partido - a Justiça Eleitoral ainda mantém a sigla PMDB, apesar de a troca para MDB ter sido aprovada em convenção partidária.
Em todo o processo de negociação, Meirelles foi atropelado pelo PMDB, que antecipou o anúncio da filiação dele ao partido e a renúncia do ministro do comando da economia. O ministro queria conduzir o processo, mas acabou refém de Temer e de caciques peemedebistas, que, em uma jogada calculada, tornaram praticamente impossível um recuo do ministro da decisão de deixar o governo.
 

Jingle de filiação se transforma em piada nas redes sociais

O jingle feito para marcar a filiação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao PMDB ontem virou piadas nas redes sociais. A expressão "M de Michel", que faz parte da letra da música, está entre os assuntos mais citados por internautas brasileiros no Twitter.
A maior parte dos internautas ironiza o jingle e faz comentários em tom crítico ao governo do presidente Michel Temer. Por outro lado, aliados do governo exaltam a filiação de Meirelles ao PMDB.
Um dos vídeos compartilhados exibe uma edição de notícias com o episódio do ex-deputado e ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) sendo flagrado correndo com uma mala de dinheiro. "M de Michel, M de Meirelles, M de MDB, M de Mala", escreveu o deputado Enio Verri (PT-PR), ao compartilhar o vídeo.
Outros internautas acrescentavam ao jingle expressões como "M de Misericórdia, senhor, deste País", em referência à fala do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ao votar pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT); e "M de Manter isso aí", fazendo alusão à frase dita por Temer ao empresário Joesley Batista.
Líderes do PMDB, por sua vez, exaltaram a filiação do ministro, que tenta viabilizar uma candidatura ao planalto. "Acabamos de filiar ao MDB o ministro Henrique Meirelles, que estará à disposição do partido com sua competência e legado deixado na economia do País", escreveu no Twitter o presidente nacional da legenda, senador Romero Jucá.
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