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Porto Alegre, terça-feira, 24 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 25/04/2018. Alterada em 24/04 às 20h33min

Entressafra eleva valor do leite no Rio Grande do Sul

Valor projetado para o leite padrão é de R$ 1,0579, aumento de 2,2%

Valor projetado para o leite padrão é de R$ 1,0579, aumento de 2,2%


MARCELO G. RIBEIRO/JC/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Com o avanço da entressafra do leite no Rio Grande do Sul, que coloca a produção no menor nível do ano, o valor de referência do litro voltou a subir em abril. Segundo dados apresentados pelo Conseleite durante reunião ontem, na Fetag, o valor projetado para o leite padrão com base nos primeiros 10 dias do mês é de R$ 1,0579, 2,2% acima do consolidado de março, que fechou em R$ 1,0351, também acima dos R$ 0,9901 estimados. Nos últimos três meses (fevereiro-abril), o Conseleite indica alta acumulada de 9,58%.
O professor da Universidade de Passo Fundo (UPF) Eduardo Finamore explicou que a trajetória de alta do leite justifica-se pelo aumento de praticamente todos os produtos do mix, com exceção do requeijão (-1,13%). O leite UHT teve elevação de 2,84% e o leite condensado, de 10,37%. Contudo, alerta Finamore, apesar do reajuste verificado, o leite no Rio Grande do Sul neste ano ainda está abaixo dos valores praticados em 2016 e 2017.
Conduzindo a reunião, o presidente do Sindilat e vice-presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, pontuou que, comparando os primeiros meses de 2018 com o mesmo período de 2017, a produção vem em expansão, e o impacto da entressafra está menor neste ano, com baixa de 15% da captação em relação à média do Estado, que é de 12,6 milhões de litros/dia. "O primeiro trimestre indica crescimento de captação em relação ao mesmo período de 2017", complementa.
Guerra indicou que maio deve ser marcado por estabilidade de produção nos tambos gaúchos, um movimento que será reforçado pelo aumento de consumo das famílias em função de períodos de temperaturas mais baixas. Além disso, acrescenta o dirigente, a importação de leite em pó está 56% menor neste primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2017, e os produtos estão chegando a preços 8% menores no Brasil. "Temos que ver como produzir de forma viável com o mercado desta forma como está agora. Como ainda não temos essa competência, precisamos da ajuda do governo neste momento." O alerta, indica Guerra, refere-se ao leite UHT que está sendo comercializado abaixo de valores de anos anteriores e que configura 80% da produção do Rio Grande do Sul. "Isso nos preocupa, porque tem impacto forte na indústria e no produtor", salientou.
Representando o Ministério da Agricultura, o fiscal e ex-superintendente do Mapa-RS, Roberto Schöreder, acredita que as importações do Uruguai não são responsáveis pela crise no setor. Em sua participação na reunião do Conseleite, Schöreder indicou que a fiscalização no Rio Grande do Sul é rigorosa e que, em todas as últimas análises realizadas, os resultados estavam dentro de padrões de conformidade. "O leite gaúcho hoje é o mais fiscalizado."
 

Panaftosa envia, em maio, missão à Venezuela para auxiliar no combate à doença

O Centro Pan Americano de Febre Aftosa (Panaftosa) vai enviar, no próximo mês, uma missão veterinária à Venezuela, para ajudar nas medidas de erradicação da febre aftosa e na estruturação do serviço veterinário do país. A decisão foi tomada pela Comissão para Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), durante reunião da entidade que acontecia na Bolívia. E se deve ao reaparecimento de foco no território colombiano, mas a alegação é de que seriam animais contrabandeados da Venezuela.
De acordo com o representante brasileiro na Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, o Panaftosa também decidiu acompanhar de perto a situação sanitária da Colômbia, onde foram sacrificados os animais com aftosa no início deste mês. Haviam sido registrados outros quatro focos no ano passado na Colômbia.
Na reunião da Cosalfa o representante do governo venezuelano firmou o compromisso de receber e apoiar equipes do Centro Pan Americano. Há expectativa de disponibilizar 16 milhões de doses de vacina para cada campanha de imunização do rebanho venezuelano. A previsão é que o apoio ao país se estenda pelo menos por dois anos. "Não é simplesmente uma situação humanitária, mas de estratégica e de segurança na região. Existe um plano hemisférico de combate à doença", disse o diretor.
Segundo Guilherme Marques, "a Venezuela não dispõe de vacina suficiente para as campanhas, não tem estrutura necessária para desenvolver suas vigilâncias, mas está disposta a se equipar. Os venezuelanos têm um órgão oficial de defesa sanitária que é o Instituto Nacional de Saúde Agrícola Integral, têm legislação e bons veterinários que atuam nos escritórios. Então, não estamos começando do zero. Mas daremos apoio para a execução das medidas de combate à doença, trabalhando junto com o setor privado daquele país".
O diretor não concorda com a simples doação de vacinas a qualquer país sem que seja feito o acompanhamento da vacinação, o cadastramento de propriedades e com a estrutura necessária à estas ações. "É um projeto de anos, que tem que ser desenvolvido nessa região com ênfase na vacinação e com conhecimento situacional da doença no campo", explicou.
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