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Porto Alegre, terça-feira, 24 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

JC Contabilidade

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Gestão

Notícia da edição impressa de 25/04/2018. Alterada em 24/04 às 20h51min

Empresas de todos os portes investem em ferramentas de compliance

Tá na Mesa debateu formas de melhor gerir processos corporativos

Tá na Mesa debateu formas de melhor gerir processos corporativos


/FREDY VIEIRA/JC
Roberta Mello
Adotar práticas de compliance e envolver todos os colaboradores na busca por estar sempre em conformidade com legislações e regulamentos internos e externos é um desafio e uma necessidade para todas as empresas brasileiras. Com o objetivo de compartilhar os processos e ferramentas implementadas em quatro empresas de portes, realidades e culturas diferentes, os representantes da Siemens, AGCO, Unimed Porto Alegre e Mercur participaram, na semana passada, da reunião-almoço Tá na Mesa, na Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul).
O diretor de Compliance da Siemens, Reynaldo Goto, lembrou que a empresa esteve envolvida, há 13 anos, em um escândalo de distribuição de subornos que incluiu o Brasil. A Justiça alemã condenou a empresa e o caso custou o equivalente a aproximadamente R$ 8 milhões, além dos prejuízos à imagem empresarial. "Se você acha caro estar em compliance, experimente não estar. As multas foram os menores dos problemas, o pior é ter a reputação atingida e perder clientes, fornecedores e executivos", avisou Goto.
A Siemens é até hoje uma das empresas lembradas por ter se envolvido e sido investigada por corrupção. Porém, para Goto, essa "fama" se deve menos pelos valores do que pelo fato de a empresa ter pago as multas e conseguido sobreviver. A saída para contornar os reflexos deste caso foi implementar compliance e envolver principalmente os executivos nisso.
O CEO da Unimed Porto Alegre, Glauco Samuel Chagas, explicou como a cooperativa - primeira cooperativa de trabalho na área de medicina do País, vem implementando seus processos de integridade. "Se tiver um escândalo, temos que estar fora, e se por acaso estivermos envolvidos, temos de fazer de tudo para resolver", afirmou Chagas.
A Unimed criou, em 2012, um código de conduta, que faz parte da cultura estratégica colaborativa da empresa. Com ela, colaboradores, cooperados e fornecedores, compreendendo o significado do seu trabalho, passaram a fortalecer as práticas de transparência e controle interno. Além disso, investiu, no final de 2016, "o mesmo software utilizado pela Lava Jato, capaz de cruzar dados e apontar irregularidades, a partir do qual fazemos a correção".
Já o facilitador e conselheiro de Administração da Mercur, Jorge Hoelzel Neto, falou sobre a remodelação pela qual a empresa familiar optou por passar a partir de 2007. Criada em Santa Cruz do Sul, há 93 anos, a organização havia perdido a "alma" no objetivo de fazer negócios, afirmou Hoelzel Neto.
O exercício de busca pelos valores que movem a Mercur levou à criação de princípios norteadores de negócios da organização, "o que há de mais parecido com compliance na empresa", segundo o conselheiro de Administração, e que incluem respeito à diversidade, ética em todos os relacionamentos e valorização de todas as formas de vida. "Nós, como empresários, às vezes buscamos mais usar a sociedade do que servir a ela. Muito mais do que cumprir a legislação, nossa ética deve estar a favor da vida, das pessoas", resumiu Hoelzel Neto.
Outra opção, adotada pela AGCO, foi a construção de canais de comunicação para público interno e externo, que passaram a ter voz ativa na organização da empresa. "Em 2010, fizemos um mapeamento de risco para analisar as áreas em que estávamos mais expostos. Desse relatório, criamos departamentos e treinamentos para monitorar e criar soluções periodicamente", revelou o vice-presidente Financeiro da América Latina da AGCO, Júlio Cesar Escossi.
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