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Porto Alegre, domingo, 30 de julho de 2017. Atualizado às 22h34.

Jornal do Comércio

Panorama

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MÚSICA

Notícia da edição impressa de 31/07/2017. Alterada em 28/07 às 17h17min

Arthur de Faria & Orkestra do Kaos faz show de lançamento em Porto Alegre

Arthur de Faria (de chapéu) e A Orkestra do Kaos lançam primeiro registro em show na quinta-feira

Arthur de Faria (de chapéu) e A Orkestra do Kaos lançam primeiro registro em show na quinta-feira


RAUL KREBS/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
Aos 48 anos e com cerca de 300 músicas escritas para inúmeras iniciativas, Arthur de Faria, até pouco tempo, nunca havia tocado em um projeto com a clássica formação de rock - duas guitarras, baixo e bateria. Nesta quinta-feira, o músico apresenta oficialmente o resultado das primeiras experiências neste sentido: o grupo Arthur de Faria & Orkestra do Kaos faz show de lançamento do primeiro registro - não por acaso batizado de Ao vivo no estúdio.
O espetáculo é atração no Teatro da Santa Casa (Independência, 75), a partir das 20h, com ingressos a R$ 25,00. Há venda antecipada na Lancheria do Parque (Osvaldo Aranha, 1.086).
O início da trajetória do grupo está ligado ao encerramento das atividades do Arthur de Faria & Seu Conjunto, em 2015, após duas décadas. O artista chegou a pensar em não montar outra banda e dedicar-se apenas a trabalhos solo, mas teve um momento que chama de "epifânico" enquanto assistia a um show de Ian Ramil na Redenção. "Todo mundo estava ali. A turma dos filhos e dos pais. Vitor Ramil, Claudio Levitan e Márcio Petracco estavam assistindo. O Pedro Petracco estava tocando com o Ian, o Lorenzo Flach, neto do Geraldo Flach, também", lembra Faria. "Estou no meio do caminho dessa vida, com idade suficiente para tocar com pessoas que têm idade para ser meus pais e com jovens que têm idade para ser meus filhos", conclui o compositor.
Para o novo projeto, chamou dois jovens que conheciam seu trabalho - Bruno Vargas (do grupo Quarto Sensorial) e Lucas Kinoshita (Trem Imperial) - e outros dois que não tinham tal familiaridade - Erick Endres e o próprio Lorenzo Flach. "Queria gente que tivesse uma formação basicamente roqueira, mas conhecesse muito bem outras coisas. Essa geração do século XXI, e mesmo os que já estão com 35 anos, cresceu com outra relação com a música, não tão ideológica, mais musical mesmo. Não precisa dizer que 'a tribo é essa' e que só vai ouvir tal coisa", depõe Faria, destacando que na sua juventude era bem diferente.
Às guitarras, baixo e bateria somam-se o acordeão, a voz do comandante da trupe e - desde este ano - também a vocalista Maria Antônia de Faria, filha do músico. Com seis faixas, o primeiro EP do grupo conta com composições naturais à carreira de Arthur de Faria, flertando com milonga e o ritmo uruguaio candombe. Já os timbres e arranjos vêm do rock. "O Lorenzo é um guitarrista pós-Radiohead, digamos, muito de textura. E o Erick é um ET saído dos anos 1970, um 'guitar hero'", descreve o líder do grupo.
Não são só a proposta sonora e a idade que separam a Orkestra do Kaos do Seu Conjunto - que era formado por músicos mais velhos que Faria. No grupo anterior, os artistas pegavam uma música, ensaiavam e gravavam. Com base naquilo, o frontman escrevia os arranjos. "Com esses moleques, não tem nada escrito. Tiramos de ouvido e tocamos para ver o que acontece", conta ele, destacando que possui a decisão final - mas aceita quase todas as sugestões dos companheiros.
O surgimento de Ao vivo no estúdio tem muito desta espontaneidade. Os músicos gravaram uma sessão em áudio e vídeo na produtora Loop. Meses depois, Erick Endres escutou o registro e alertou o "tio", como Faria é chamado pela trupe, sobre a qualidade do material. "Fomos ouvir e estava realmente muito bom, com esse clima ao vivo mesmo - então não tem aquele baita som de estúdio, mas a sessão resultou em algo muito quente", confirma o multi-instrumentista, que trouxe músicas criadas originalmente para outros projetos.
Algumas das canções, entretanto, estão sendo lançadas agora pela primeira vez: El fakir (composta com Acho Estol) e Você tá bem? (com Daniel Galera), por exemplo, estarão no disco de despedida do Seu Conjunto, ainda inédito, porém com outros arranjos. Saudade da maloca (com John Ulhoa) foi composta há 8 anos, e só agora tem um registro oficial. Os deuses, por sua vez, só foi gravada pelo coautor, Marcelo Delacroix.
Em outubro, os músicos vão para São Paulo. Além de show na capital paulista, a agenda da equipe inclui a gravação de um segundo EP.
Já o show desta semana, em Porto Alegre, conta com quatro convidados especiais: Vitor Ramil, Adolfo Almeida Jr. (fagote, que integrava o Seu Conjunto), Giovanni Berti (percussão) e Hélio Flanders (da Vanguart). 
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