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Porto Alegre, segunda-feira, 30 de janeiro de 2017. Atualizado às 15h50.

Jornal do Comércio

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Cinema

Notícia da edição impressa de 26/01/2017. Alterada em 26/01 às 12h50min

Fim de jogo: franquia Resident Evil se despede dos cinemas

Milla Jovovich volta a interpretar Alice no último capítulo da série Resident Evil

Milla Jovovich volta a interpretar Alice no último capítulo da série Resident Evil


SONY PICTURES/DIVULGAÇÃO/JC
Luiza Fritzen
Quinze anos após o lançamento do filme original, a franquia Resident Evil se despede do público e entrega um de seus melhores longas como capítulo final. Com estreia nesta quinta-feira, a sexta parte da batalha entre Alice e a Umbrella Corporation apresenta um desfecho para a série e traz respostas sobre a origem do vírus e a verdade sobre a protagonista.
Baseado no famoso jogo de videogame homônimo criado em 1996, Resident Evil chegou aos cinemas em 2002 com direção e roteiro de Paul W. S. Anderson, que também trabalhou com a adaptação de Mortal Kombat. Para quem desconhece a história que deu origem à franquia, o diretor traz logo no início do último capítulo uma introdução com um apanhado das principais informações que determinam o fechamento da trama.
A ficção científica se inicia após os últimos acontecimentos do quinto filme, em Washington. Única sobrevivente de mais um conflito contra a Umbrella Corporation, Alice tenta salvar os humanos que restam na Terra e destruir a corporação. Desta vez, a corrida contra o tempo é para chegar até a Colmeia, sede da Umbrella, localizada em Raccoon City, em até 48h. O objetivo da missão é tomar posse de um antivírus capaz de reverter os efeitos do T-Vírus, responsável pela extinção humana - o que pode, no entanto, ser mortal para Alice.
Em cenas que lembram fases de um jogo, o público assiste a Alice ultrapassando desafios para chegar até seu destino. No meio do caminho, ela reencontra aliados com os quais compartilha o inimigo comum. Tanto a trilha quanto os efeitos sonoros ajudam a completar a fotografia de um game e recriar cenas violentas e assustadoras, devolvendo o terror e suspense à trama. O aspecto científico fica em segundo plano e a forte presença de mortos-vivos somado ao ambiente pós-apocalíptico devolvem o tom hostil e sombrio da história.
A face de videogame é característica conhecida nos trabalhos de Anderson para a franquia. Novamente o roteiro e as interações humanas ficam à parte e o enfoque recai na protagonista. Como um cachorro atrás de um osso, o que a Alice precisa é de uma missão a ser seguida para que se acrescentem explosões e confrontos corpo a corpo para seguir com o enredo.
Quem enfrenta a poderosa Alice são dois grandes vilões conhecidos de filmes anteriores. Iain Glen, no papel do Dr. Alexander Isaacs, se mostra um inimigo à altura, mas não capaz de superar a determinação de sua própria criação. Já com aparições mais modestas, Shawn Roberts volta ao personagem de Albert Wesker, sempre obediente e servil à corporação.
Entre os membros do singelo exército de Alice, o longa marca o retorno de Claire Redfield (Ali Larter), cuja última aparição foi em Resident Evil 4: o recomeço. Ruby Rose, conhecida pela série Orange is The New Black, também fortalece a equipe como Abigail. Mas os laços entre personagens não são o forte dos trabalhos de Paul Anderson que, no sexto longa, consegue amarrar pontas soltas dos outros capítulos apesar de algumas falhas e situações repetidas.
Os fãs dos jogos e da franquia são contemplados com a presença de elementos recorrentes da série, como a Rainha Vermelha, os Cérberus, que são a versão canina dos zumbis, e de outras criaturas que sofreram mutações devido ao T-Vírus. Contudo, nada parece ser páreo para Alice e seu raciocínio rápido.
Sucesso de bilheteria no mundo todo, o que amarra e dá destaque aos seis filmes é, justamente, a personagem que não está nos jogos. Alice, interpretada por Milla Jovovich, consegue cativar o público ao se mostrar à prova de morte, rebelde e incansável. A heroína pós-apocalíptica dá um show em cenas de lutas e combates contra mortos-vivos, clones e agentes da Umbrella Corporation. A força da personagem feminina e a presença de outras mulheres importantes no desfecho do game é simbólico em um universo que por anos foi considerado como masculino.
Apesar de deixar espaço para uma continuação, o último capítulo faz jus ao sucesso dos jogos e dá um bom desfecho a heroína da saga. Recuperando a tensão e horror da franquia, o sexto episódio se aproxima do primeiro e é capaz de cativar os fãs de filmes de ação e efeitos visuais e até quem não assiste aos filmes do gênero.
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