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Porto Alegre, terça-feira, 27 de setembro de 2016. Atualizado às 22h43.

Jornal do Comércio

Panorama

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DANÇA

Notícia da edição impressa de 28/09/2016. Alterada em 27/09 às 17h10min

Espetáculo Romeu e Julieta é atração no Theatro São Pedro

Montagem da companhia paranaense Balé Teatro Guaíra, Romeu e Julieta tem preço popular no Theatro São Pedro

Montagem da companhia paranaense Balé Teatro Guaíra, Romeu e Julieta tem preço popular no Theatro São Pedro


MICHAEL JULIANO /DIVULGAÇÃO/JC
Caroline da Silva
Por meio de um projeto de circulação nacional, chega a Porto Alegre nesta noite o espetáculo Romeu e Julieta, do Balé Teatro Guaíra (BTG). A apresentação única da montagem do grupo paranaense - uma das mais importantes companhias brasileiras de dança - no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº), às 21h, tem preço popular: R$ 20,00 para todos os setores.
Baseada na obra original de Willian Shakespeare, com música de Sergei Prokofiev, a coreografia em dois atos é de Luiz Fernando Bongiovanni, que também assina a direção do espetáculo. A dolorosa e conhecida trajetória de Julieta e seu Romeu é marcada por amor e ódio.
Duas importantes famílias italianas da encantadora cidade de Verona, Capuleto e Montéquio eram inimigas fatais, separadas pelo mais destrutivo dos sentimentos. E é justamente a paixão que acaba por tirar a vida dos jovens representantes de cada uma delas.
Conforme o diretor de cena Edson Bueno, além do casal protagonistas, de Teobaldo - o inimigo, do Frei, dos amigos de Romeu e da ama de Julieta, tornam-se também personagens desta narrativa o baile, o encontro, o nascimento do amor, o casamento às escondidas, os assassinatos, os enganos do destino e o desfecho trágico. A ficha técnica tem ainda a assistência de coreografia de Márcia de Castro, figurinos e adereços de Paulinho Maia e iluminação de Carlos Kur.
Atualmente, o repertório da companhia responsável por esta interpretação aborda a diversidade da dança contemporânea. O nome Balé Teatro Guaíra se refere ao fato do grupo ser um corpo estável do Teatro Guaíra, de Curitiba - quem explica é Cintia Napoli, diretora do BTG. O teatro é uma autarquia vinculada à Secretaria de Cultura do Estado do Paraná, assim, os encargos referentes aos salários dos bailarinos e equipe artística são totalmente providos pelo orçamento do governo estadual. Hoje em dia, parte da produção se dá também graças aos patrocínios de empresas privadas, segundo a gestora.
Esta turnê que contempla a Capital gaúcha já passou por Caxias do Sul (sábado passado) e segue, em outubro, para cidades do interior paulista e Florianópolis e Blumenau (SC), graças ao patrocínio de O Boticário e Huhtamaki, através da Lei Rouanet. Cintia conta que a montagem já foi apresentada em diversas cidades do Paraná, além de Paracuru e Taíba (CE). "A democratização e viabilização de uma obra consagrada como Romeu e Julieta é uma contribuição que não se quantifica, principalmente em momentos críticos. Acredito que o interesse dessas empresas seja proporcional à importância deste feito", comenta a diretora, admitindo que a parceria vem de outras realizações.
Para ela, este espetáculo tinha a obrigação de ser compartilhado com o maior número possível de espectadores. Porém, uma grave crise econômica e política anunciada e o grande porte da versão original (2008) do Balé Guaíra limitavam o público. "Sem condições de colocá-la em cena seria uma obra fadada ao esquecimento."
No ano passado, Cintia, então, sugeriu a Luiz Fernando Bongiovanni uma redução. A proposta foi aceita e cuidadosamente trabalhada pelo coreógrafo. "Grande conhecedor de Prokofiev", o maestro Luis Gustavo Petri ficou responsável pela redução musical, e o diretor teatral Edson Bueno desenhou a dramaturgia, respeitando a essência da autoria de Shakespeare. "Com esta versão reduzida, em 2015, alcançamos mais de 14 mil pessoas. É uma obra dinâmica, consistente e dona de uma força implacável. E, vale dizer, tem sido muito bem interpretada pelos bailarinos da companhia", destaca a diretora.
Cintia Napoli assumiu em 2012 a dianteira do BTG, que foi criado em 1969, sob a direção de Ceme Jambay e Yara de Cunto. "Na verdade, minha meta é manter um vínculo com a tradição da companhia, não necessariamente com o clássico. Respeito a história do Balé Teatro Guaíra e a relação que construiu com seu público ao longo de 47 anos. O compromisso é contribuir com o fortalecimento e manutenção dos bens culturais, dar continuidade às produções de qualidade e oferecer trabalhos relevantes e conectados com a contemporaneidade", afirma.
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