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Porto Alegre, terça-feira, 27 de dezembro de 2016. Atualizado às 15h19.

Jornal do Comércio

Panorama

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DANÇA

Notícia da edição impressa de 02/06/2016. Alterada em 27/12 às 16h22min

Quasar Cia. de Dança goiana se apresenta em Porto Alegre

Quasar Cia de Dança realiza cinco apresentações

Quasar Cia de Dança realiza cinco apresentações


LAYZA VASCONCELOS/DIVULGAÇÃO/JC
Michele Rolim
Uma das companhias de dança contemporânea mais expressivas do Brasil, a goiana Quasar Cia. de Dança desembarca em Porto Alegre de hoje a domingo, com apresentações no Teatro Renascença (Érico Veríssimo, 307).
A montagem Sobre isto, meu corpo não cansa, com coreografia de Henrique Rodovalho e direção geral de Vera Bicalho, propõe o cruzamento de histórias sobre o amor. "Eu queria tratar de um espetáculo que falasse sobre este sentimento, mas principalmente do amor contemporâneo, como ele é, como ele se coloca e como se apresenta na atualidade", explica Rodovalho, que assina a criação e direção coreográfica.
Para isso, foram escolhidas canções de três cantoras da nova geração da música brasileira que serviram de inspiração para a trilha sonora com diferentes nuances sobre o tema: Clarice Falcão, Mallu Magalhães e Tulipa Ruiz. "Elas traduzem muito, cada uma à sua maneira. Clarice é o amor neurótico e engraçado, já a Malu é o novo romântico, e Tulipa transita pelo passional. São três intérpretes e, ao mesmo tempo, autoras das canções, uma das características dessa nova geração", diz o coreógrafo.
As letras destas mulheres servem de pano de fundo para o que o espetáculo propõe ao espectador, que é justamente apresentar a relação dos três amores ilustrados em movimentos. "Percebi que há uma multiplicidade de relações. Talvez isso sempre tenha existido, mas hoje se apresenta de uma forma mais clara, mais explícita", afirma Rodovalho.
O título da montagem conversa diretamente com a versatilidade de transformações que o amor apresenta. "É o tema mais colocado, debatido e exposto, desde a existência humana, ele sempre se renova, se apresenta diferente. Acho que o amor, mesmo que seja um sentimento muito particular, ele tem as suas transformações históricas ao longo da existência humana. O corpo não cansa de tratar sobre isso, falar e de sentir", destaca o diretor.
Os bailarinos (seis ao total), além de dançarem, cantam no palco. E não só os bailarinos se destacam, mas o próprio coreógrafo surpreende o público com sua participação em cena. Em um dos momentos do espetáculo, Rodovalho toca o sucesso Billie Jean, música consagrada pelo cantor Michael Jackson, porém na versão mais lenta e romântica do duo The Civil Wars.
Essa é a única música que foge da autoria das três cantoras - o restante da trilha sonora é composta por canções como Um só, Oitavo andar, Qualquer negócio, Cais, Ô Ana, Do amor, Víbora e Megalomania, entre outras.
A trajetória da Quasar, conhecida pela criação de obras multimídias e por se reinventar a cada novo trabalho, começou em 1988 e se confunde com o amadurecimento da dança contemporânea em Goiás. "Há 28 anos, começamos do nada, como não tínhamos referências para nos apoiarmos, isso ajudou muito no estilo da companhia, desde as propostas até a questão dos movimentos em cena", opina Rodovalho.
Segundo o coreógrafo um marco na construção de uma linguagem própria da companhia foi espetáculo Divíduo (1998), apesar de Versus ter sido o responsável por projetar o grupo dentro e fora do Brasil.
Sobre isto, meu corpo não cansa é a 25ª peça criada pela companhia. As apresentações que acontecem em 2016 fazem parte de um projeto amplo de três anos, contemplado na seleção pública do Petrobras Cultural, de manutenção de companhias de dança.
Depois de Porto Alegre, a obra segue pela circulação nacional com apresentações em Vitória e Rio de Janeiro, todas pelo projeto Petrobras.
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