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MÚSICA Notícia da edição impressa de 21/03/2016. Alterada em 18/03 às 21h23min

Banda Cidadão Instigado se apresenta no Opinião, em Porto Alegre

FRED SIEWERDT/DIVULGAÇÃO/JC
Cidadão Instigado é atração no Opinião hoje à noite

Ricardo Gruner

O Cidadão Instigado não tem pressa para seguir seu caminho. Com 20 anos de atividade, o grupo cearense lançou, no ano passado, Fortaleza, apenas o quarto álbum na discografia da banda. O resultado, conforme o vocalista e guitarrista Fernando Catatau, representa o melhor momento do trabalho dele e de seus colegas - constatação sustentada pela frequente citação do registro em listas dos melhores de 2015. É justamente o show baseado nesse compacto que o sexteto traz a Porto Alegre hoje à noite, na segunda apresentação na Capital em todos estes anos.
Os artistas sobem ao palco do Opinião (José do Patrocínio, 834), a partir das 22h. O evento inclui abertura do Conjunto Musical Sonido Libre e tem ingressos por valores entre R$ 30,00 (lote promocional) e R$ 40,00, vendidos no local, pelo site http://minhaentrada.com.br ou nas lojas Youcom.
Homenagem à cidade de origem dos músicos, que tocam juntos desde a adolescência, Fortaleza é também o nome de uma das faixas do compacto. Na letra da canção, constam versos sobre especulação imobiliária e outras modificações no espaço urbano: "A elite foi pros prédios e o povo sem perceber/Que a Fortaleza bela/Ninguém mais podia ver", canta Catatau, antes de resumir: "Minha Fortaleza véia, o que fizeram com você?". Apesar da referência explícita, o músico, que em breve voltará a morar na capital do Ceará, afirma que costuma escutar brasileiros de outras regiões falando que identificaram nos versos suas realidades. "Todo mundo vem falar a mesma coisa, que podia ser sobre sua cidade. É a realidade não só no País, mas lá fora também", comenta.
A demora para quebrar o hiato de seis anos entre o álbum de 2015 e Uhuuu! (2009), entretanto, deve-se mais a melodias e ritmos do que aos temas abordados. O vocalista afirma ter precisado de um tempo maior para não cair na repetição. "Não queria fazer um outro Uhuuu!, preferi achar outro caminho, mais de rock clássico", conta ele, que resolveu estudar técnica para aprimorar-se como músico e intérprete. "Nunca me garanti muito para cantar, sempre fiz o básico, aí comecei a ir atrás", exemplifica.
Para um artista que recentemente foi convidado do show Legião Urbana 30 anos, fazendo as vezes de Renato Russo em Andrea Doria, e é um guitarrista solicitado com frequência para gravações e shows com nomes consagrados, esse empenho pode até parecer estranho. No entanto, Catatau ressalta que ainda está longe de ser o músico que deseja: "Técnica é super necessária, e às vezes tenho preguiça. Mas produzi o disco Iê-iê-iê, do Arnaldo Antunes, e vi o Edgard Scandurra (do Ira!) tocando na minha frente... Essas coisas conspiram para eu querer melhorar".
Atualmente integrando o grupo que acompanha Karina Buhr, e também a Lamber Vision (de Samuca, dos Titãs) e Praia Futuro, Catatau é um admirador de guitarras e equipamentos raros - algo que contribui para a sonoridade peculiar da Cidadão Instigado. "Ao achar o som certo para seu jeito de tocar, você consegue se expressar com o instrumento como se fosse sua própria voz mesmo. Então foi uma busca muito insistente", aponta. Hoje confortável sobre essa questão e mais dedicado ao estudo, o cearense acredita que conquistar uma personalidade não é algo que acontece de um dia para o outro. "A não ser você seja um Jimi Hendrix, um Jimmy Page", idolatra ele, também fã do trabalho do paraense Manoel Cordeiro, de Baden Powell e Robert Smith (The Cure).
E se a fase da Cidadão Instigado é um destaque, parte desse status deve-se à reinvenção do grupo. Conforme o vocalista, as músicas de Fortaleza são difíceis - e, para elaborá-las, a própria dinâmica do grupo mudou, com integrantes trocando de instrumentos. Catatau e Clayton Martin continuam, respectivamente, na guitarra e bateria, assim como o técnico de som Yury Kalil fica responsável pelos efeitos. Já Dustan Gallas (guitarra, teclado e vocais), Regis Damasceno (baixo e vocais) e Rian Batista (violão, teclado e vocais) alteraram suas funções - uma atividade desenvolvida bem ao ritmo da banda, com experimentações e sem pressa.
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