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Publicada em 25 de Outubro de 2026 às 21:28

Derrotado nacionalmente, Flávio Bolsonaro vence no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro (PL) teve 57,84% dos votos válidos, enquanto Lula (PT) ficou com 42,16%

No Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro (PL) teve 57,84% dos votos válidos, enquanto Lula (PT) ficou com 42,16%

Joédson Alves/Agência Brasil/JC
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Ana Stobbe
Ana Stobbe Repórter

Embora tenha sido derrotado nacionalmente, com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) foi o escolhido pelos gaúchos para o Palácio do Planalto. Ao todo, 57,84% dos votos válidos no Rio Grande do Sul foram destinados ao candidato do PL, ante 42,16% do petista. A disputa, marcada por um primeiro turno acirrado, no qual o filho de Jair Bolsonaro saiu na frente, terminou com uma virada inédita no segundo turno, que garantiu a vitória de Lula em âmbito nacional.

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No Rio Grande do Sul, o resultado divergente do nacional já era esperado, levando em consideração resultados anteriores. No primeiro turno, o aliado político de Flávio, Luciano Zucco (PL), foi eleito governador do Estado. Na disputa presidencial, o candidato do PL também terminou a primeira etapa com vantagem expressiva, ao conquistar 55,64% dos votos válidos, contra 35,73% de Lula.

Nas eleições anteriores, Jair Bolsonaro também obteve votações expressivas no segundo turno no Estado. Em 2018, quando foi eleito presidente, recebeu 52,63% dos votos válidos dos gaúchos. Quatro anos depois, mesmo derrotado nacionalmente por Lula, alcançou 56,35% no Rio Grande do Sul.
É no Estado, ainda, que fica Nova Pádua, na Serra, município frequentemente apontado como o mais bolsonarista do País. Em 2018, Jair Bolsonaro recebeu 92,96% dos votos válidos na cidade. Em 2022, o percentual permaneceu elevado: foram 87,02% no primeiro turno e 88,99% no segundo. Já em 2026, o candidato do PL conquistou 90,56% dos votos válidos no segundo turno.
Porto Alegre, por sua vez, manteve a tendência de preferência por candidatos de esquerda na disputa presidencial, em linha com o resultado nacional. No primeiro turno de 2026, a Capital foi a única entre as capitais da Região Sul em que Lula ficou à frente, com 48,57% dos votos válidos, contra 41,86% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, o petista alcançou 55,84% dos votos válidos na cidade e Flávio apenas 44,16%.
Em 2022, Lula também venceu na Capital no segundo turno, com 53,50% dos votos válidos. Em 2018, porém, os porto-alegrenses haviam escolhido Jair Bolsonaro em vez de Fernando Haddad (PT), por 56,84% a 43,16%.
As diferenças entre os resultados regionais evidenciam que a preferência do eleitorado gaúcho não é homogênea. Enquanto a Macrorregião Sul tradicionalmente registra votações mais expressivas para candidatos de esquerda, a Serra e o Norte do Estado apresentam maior apoio a candidaturas identificadas com a direita, inclusive o bolsonarismo.
A abstenção eleitoral caiu no Rio Grande do Sul entre o primeiro e o segundo turno, mesmo com a disputa pelo governo do Estado já definida. Na primeira etapa, 21,35% do eleitorado deixou de votar. Neste domingo (25), o índice recuou para 19,16%, o que representa 186.735 eleitores a mais comparecendo às urnas. Nacionalmente, o número de votantes cresceu 3 milhões. 
É a segunda vez que o Estado registra redução da abstenção entre os dois turnos. Em 2022, o movimento ocorreu de forma inédita no Rio Grande do Sul e também no País. Naquele ano, porém, a disputa pelo governo gaúcho também foi decidida no segundo turno, e a diferença no número de eleitores que compareceram às urnas foi menor: o índice de abstenção passou de 19,79% no primeiro turno para 19,32% no segundo, uma queda de 0,47 ponto percentual.

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