O governador do Rio Grande do Sul,
Eduardo Leite (PSD), indicou nesta terça-feira (6) que ficará neutro quanto a um eventual
apoio a uma das candidaturas que disputam o segundo turno à Presidência da República, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Eu me inclino pela não manifestação. Eu vou conversar com o meu partido, conversar com colaboradores que me acompanham na política,
mas me inclino por uma não manifestação”, disse governador em coletiva de imprensa concedida para apresentar como será o
processo de transição entre a gestão de Leite e o governo eleito de Luciano Zucco (PL).
Eduardo Leite voltou a criticar a polarização entre bolsonaristas e petistas no Brasil, e disse entender ser necessário construir uma alternativa aos polos antagônicos. “Eu insisto: eu entendo que o Brasil precisa encontrar uma alternativa a essa polarização. Eu buscarei ajudando a construir essa alternativa, que não se viabilizou nesse processo eleitoral, mas que entendo que em algum momento precisará se viabilizar. O Brasil sairá, infelizmente, divido desse processo eleitoral uma vez mais, seja quem for o vencedor. E isso me incomoda profundamente”, afirmou o governador.
Ele ainda disse acreditar que o processo de transição em nível federal - em caso de vitória do candidato da oposição, Flávio Bolsonaro - não deverá ser da mesma forma do que está acontecendo no Rio Grande do Sul entre Leite e Zucco. “Há um nível de hostilidade, de divisão, de enfrentamento que ultrapassa todos os limites do razoável. Eu acho que a gente precisa construir uma política de maior respeito, de maior tolerância, que entenda que a alternância de poder é própria da democracia”, destacou Eduardo Leite.