Principalmente no caso de Rigotto, que já foi governador do Estado e, na pesquisa Quaest divulgada neste sábado, às vésperas do pleito, marcava 10% das intenções de voto. Nas urnas, no entanto, fez 3,67%, com 420.722 eleitores. Já Antunes foi mais estável. No mesmo levantamento, ele marcou 2% e, neste domingo, contabilizou 1,95%, com 223.643 votos.
Ambos estiveram, após a apuração, no comitê de campanha do candidato ao governo gaúcho, Gabriel Souza, no bairro São Geraldo, em Porto Alegre. E além de ficarem atrás da dupla vencedora no Senado, também foram superados por Manuela d'Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT).
"O resultado tem muito a ver com a polarização no Brasil e com o fato de ter um dos dois polos que venceu essa eleição em praticamente todo o País, principalmente no Sudeste e no Sul. Claro que isso teve efeito na eleição do Rio Grande do Sul", analisa Rigotto. O emedebista também frisa que é preciso aceitar o resultado, desejar sucesso aos eleitos e que seguirá ajudando no que pode, mesmo sem mandato.
Ele garante que, mesmo fora da vida pública, procura formar opinião e ajuda várias entidades a mostrar caminhos que signifiquem mudanças estruturais no País. No Estado, reforça a importância de debater os desafios climáticos que assolam os municípios.
Antunes afirma que sua ala política será contributiva e ajudará aqueles que estão assumindo a responsabilidade de governar o Rio Grande do Sul. Atual deputado estadual e sem mandato a partir de 2027, ele concorda que a polarização tomou conta do pleito, mas que sempre será necessária a articulação e a construção de uma maioria para "convergir em busca daquilo que as pessoas precisam".
"Vamos contribuir sempre com isso. Porque quem ganhou pode ser de um extremo, mas ele vai se dar conta que não governa sozinho", frisa. "Quem perde aprende, quem ganha vai ter que aprender", completa Antunes.