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Publicada em 03 de Outubro de 2026 às 15:54

Campanha de Lula pede ao TSE que apure fechamento de consulados dos EUA

Pedido foi incluído na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que apura a intervenção externa nas eleições brasileiras

Pedido foi incluído na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que apura a intervenção externa nas eleições brasileiras

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/JC
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Agências
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que seja investigada a decisão do governo dos Estados Unidos de suspender os serviços consulares da Embaixada e dos consulados no Brasil. O pedido foi incluído na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que apura a intervenção externa nas eleições brasileiras.
A decisão do governo americano, adotada a partir de sexta-feira (2) citou "preocupações com a segurança", sem detalhar a ameaça que a teria motivado, com orientação a seus cidadãos para que evitassem o deslocamento às repartições e a seus funcionários para que trabalhassem remotamente.
A Coligação Brasil Pronto Pra Mais argumenta ainda que a infraestrutura de intervenção externa no processo eleitoral brasileiro está organizada em três frentes articuladas - comunicacional, institucional e diplomática - a serviço da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A ação pede investigação do principal candidato de oposição e de seu vice, Alfredo Gaspar (PL), além do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).
"Um gesto diplomático anômalo dessa magnitude, deflagrado por Estado estrangeiro no exato interregno eleitoral, projeta instabilidade sobre o ambiente do pleito e se insere, como desdobramento, na mesma frente institucional-diplomática descrita na inicial", afirma a equipe jurídica de Lula.
"Estes fatos apenas são mais um desdobramento gravíssimo da interferência nas eleições brasileiras pelo governo norte americano, articulada, ao que tudo indica, diretamente pelos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro", continua.
A peça cita informações veiculadas na imprensa de que "a ordem para fechamento partiu diretamente de Marco Rubio, diretor do Departamento de Estado dos Estados Unidos". A equipe de Lula considera que Rubio tem proximidade com a família Bolsonaro e focado sua atuação na América Latina.
Na quinta-feira, 1º, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Brasil é "um país muito importante" e classificou a eleição presidencial brasileira como "muito importante".

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