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Publicada em 14 de Setembro de 2026 às 18:11

Fachin endossa pedido de Moraes e determina fim do sigilo sobre rede de pagamentos do Master

Decisão de Fachin contraria posição do ministro André Mendonça, que alega risco às investigações

Decisão de Fachin contraria posição do ministro André Mendonça, que alega risco às investigações

G.Dettmar/CNJ/Divulgação/JC
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Agências
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, endossou, nesta segunda-feira, 14, o pedido de Alexandre de Moraes e determinou o fim do sigilo da investigação sobre a rede de pagamentos do Banco Master, contrariando a posição do ministro André Mendonça, que alega risco às investigações. Logo após a decisão, o processo ficou público no sistema do STF.
Mais cedo nesta segunda, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou favorável à publicidade desse trecho da apuração, que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro.
O fim do sigilo sobre a teia de transferências do Master ocorre horas antes de o plenário do STF decidir, nesta terça-feira, 15, se abre ou arquiva uma investigação para apurar a relação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro.
Em ofício enviado no domingo, 13, a Fachin, Moraes afirmou que o acesso ao processo que envolve a rede de pagamentos do Master é fundamental para o julgamento.
O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, reforçou em parecer divulgado nesta manhã que o levantamento do sigilo é necessário para que os ministros tenham acesso a todos os elementos relevantes para o julgamento.
"Como se trata de documento tido como relevante para que Ministro desse Tribunal possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve, em coerência com as premissas do parecer anterior, a Procuradoria-Geral da República entende que deve também ser retirado o sigilo da PET 15645 para o conhecimento dos integrantes da Corte", afirmou.
Na última sexta-feira, 11, a PGR questionou o fato de a lista de documentos liberados pelo ministro André Mendonça no caso Master não incluir "grande parte dos procedimentos correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero".
Na ocasião, a PGR defendeu a retirada do sigilo de todos os procedimentos relacionados ao caso. "Para que não se dê tratamento diferenciado a situações de igual repercussão, o Ministério Público Federal requer seja determinado o levantamento do sigilo, sem exceção, de todas as peças e procedimentos vinculados à PET 15556, com as ressalvas já mencionadas", afirmou.

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