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Publicada em 24 de Novembro de 2025 às 11:32

STF forma maioria para manter prisão preventiva de Bolsonaro

Ministra Carmem Lúcia votou por último e acompanhou os magistrados

Ministra Carmem Lúcia votou por último e acompanhou os magistrados

Rosinei Coutinho/STF/Divulgação/JC
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Agências
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão preventiva do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), decretada pelo ministro Alexandre de Moraes no sábado (22). O julgamento ocorre no plenário virtual que começou às 8 horas e vai até 20 horas desta segunda-feira.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão preventiva do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), decretada pelo ministro Alexandre de Moraes no sábado (22). O julgamento ocorre no plenário virtual que começou às 8 horas e vai até 20 horas desta segunda-feira.
A maioria foi formada com o voto do ministro Cristiano Zanin, que apenas acompanhou o relator, Alexandre de Moraes, sem apresentar voto escrito. O ministro Flávio Dino também acompanhou o relator. A ministra Cármen Lúcia, que completa o colegiado, votou por último e também acompanhou os magistrados. O colegiado é composto por quatro ministros desde a migração de Luiz Fux para a Segunda Turma.
Em seu voto, Moraes destacou que o próprio Bolsonaro confessou "que inutilizou a tornozeleira eletrônica, com cometimento de falta grave, ostensivo descumprimento da medida cautelar e patente desrespeito à Justiça". Também disse que o ex-presidente é "reiterante no descumprimento das diversas medidas cautelares impostas".
Antes do voto de Zanin, o ministro Flávio Dino também votou para manter a prisão preventiva de Jair Bolsonaro. Em seu voto, Dino destacou que a condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como liderar organização criminosa e tentativa de golpe de Estado "presta-se inclusive a comprovar a periculosidade" do ex-presidente. Para ele, "a experiência recente demonstra que grupos mobilizados em torno do condenado, frequentemente atuando de forma descontrolada, podem repetir condutas similares às ocorridas em 8 de janeiro".
Bolsonaro está preso desde sábado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF). A decisão de Moraes atendeu a pedido da Polícia Federal, que considerou que havia risco de fuga de Bolsonaro após violação da sua tornozeleira eletrônica na madrugada de sábado e a convocação de uma vigília de apoiadores. Para Moraes, o movimento seria uma tentativa de dificultar a fiscalização da prisão domiciliar e facilitar uma fuga.

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