A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após pedido da Polícia Federal (PF), teve reação imediata da base de apoio do político. O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), líder da Oposição na Câmara dos Deputados, emitiu nota no começo da manhã deste sábado (22) indicando "profunda indignação e enorme tristeza" com a medida do STF.
"É impossível descrever o que sentimos neste momento: revolta, perplexidade e um senso de injustiça que ultrapassa qualquer limite aceitável dentro de um Estado de Direito", reagiu o parlamentar, na nota. Zucco, que é pré-candidato ao governo gaúcho, informou que vai a Brasília acompanhar o desenrolar da prisão.
"Trata-se de mais um capítulo na escalada de arbítrio conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes — uma decisão que afronta a Constituição, a lógica jurídica e a própria humanidade", acrescentou Zucco, criticando a atitude e alegando que Bolsonaro "jamais cometeu crime algum, que sempre se colocou à disposição das autoridades, e que hoje enfrenta um quadro de saúde gravíssimo".
"É simplesmente abominável. Bolsonaro sofre as sequelas permanentes da facada que quase o matou (referência ao episódio de 2018, um pouco antes da eleição presidencial) — e que se agravaram recentemente, com cirurgias delicadas, crises de soluço, episódios de vômito e limitações físicas severas. Submeter um ser humano nessas condições a um regime fechado não é apenas injusto: é desumano. Se algo acontecer ao presidente sob a custódia do Estado, essa responsabilidade será direta, objetiva e inesquecível", narrou o deputado.
"Não ficaremos calados. Não aceitaremos que o Brasil seja transformado em um país onde a vingança política suplanta a lei, onde decisões monocráticas se sobrepõem às garantias constitucionais, e onde opositores são tratados como inimigos", completa o parlamentar.
"Não ficaremos calados. Não aceitaremos que o Brasil seja transformado em um país onde a vingança política suplanta a lei, onde decisões monocráticas se sobrepõem às garantias constitucionais, e onde opositores são tratados como inimigos", completa o parlamentar.