A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) avalia a possibilidade do retorno da mineração de areia em Porto Alegre em 2025. A atividade está suspensa desde 2003, quando a justiça proibiu a concessão de licenças ambientais para empresas mineradoras até a conclusão do zoneamento ecológico-econômico. A elaboração do documento está em fase final e ele deverá ser publicado ainda no primeiro trimestre do ano.
As informações foram divulgadas durante reunião das frentes parlamentares do Desenvolvimento Hidroviário, de Dragagem e Mineração e de Esportes Náuticos da Câmara Municipal de Porto Alegre. Na ocasião, participaram representantes do governo estadual, como o secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lemos, e de municípios afetados pelas cheias ocorridas em maio passado no Rio Grande do Sul. Assim, outros tópicos também foram discutidos.
Outra novidade apresentada foi a possibilidade de uma parceria entre a Portos RS e a Secretaria Municipal de Educação para que os estudantes da rede pública de ensino possam conhecer melhor a atividade portuária da Capital, replicando uma iniciativa bem sucedida em Rio Grande. "Muitos porto-alegrenses não conhecem a atividade portuária de Porto Alegre. O porto não é o Cais Embarcadero e o Cais Mauá, eles tem um papel importante na questão turística, gastronômica e no desenvolvimento econômico, mas o porto é muito mais que isso", avalia o vereador Moisés Barboza (PSDB), que presidiu o encontro.
Um dos pontos centrais do debate foi a discussão sobre o desassoreamento e a dragagem dos cursos d'água de Porto Alegre. Segundo Moisés, a falta dessas ações tem impedido trabalhadores portuários de exercerem suas atividades após a enchente. Nesse sentido, um dos encaminhamentos propostos foi o de questionar a justiça quanto à proibição da retirada dos rejeitos remanescentes das atividades de dragagem dos cursos d'água.