O deputado federal gaúcho Tenente-Coronel Zucco (PL) garantiu o consenso de parlamentares aliados para a indicação do seu nome para assumir como líder da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara dos Deputados em 2025. O anúncio oficial foi realizado na manhã desta quarta-feira (18) durante coletiva de imprensa realizada no Salão Verde do Legislativo, em Brasília. Na ocasião, ele ressaltou como temas prioritários dos opositores para o próximo ano a anistia para os presos pelo 8 de janeiro e a contagem pública dos votos.
Além disso, ele considerou que a "maioria dos brasileiros é conservadora" e conjecturou o retorno da oposição à Presidência da República nas próximas eleições gerais. "Em 2027 não seremos mais oposição, seremos situação. E é importante nos respeitar", complementou. Para Zucco, o trabalho para os próximos dois anos deverá ser na direção de ampliar os resultados dos partidos vinculados à direita obtidos nas eleições municipais deste ano.
Além de Zucco, estavam presentes outros parlamentares do PL. Entre eles, Julia Zanatta (PL-SC), Chris Tonietto (PL-RJ), Carla Zambelli (PL-SP) e o dirigente estadual da sigla no Rio Grande do Sul, deputado federal Giovani Cherini. Além destes, participaram da coletiva membros da oposição na Câmara, como o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS).
Ao lado de Zucco, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também ocupou o microfone, e exerceu críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes.
Projeto para contagem pública dos votos passou pela CCJ
A tramitação do projeto que busca implementar o voto impresso e a contagem pública dos votos nas eleições brasileiras avançou recentemente na Câmara. Afinal, a proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Parlamento na quarta-feira passada (11) por 31 votos favoráveis e 20 contrários.
Agora, a matéria, citada por Zucco como prioridade para 2025, deverá seguir para análise no plenário. A sua inserção na priorização dos temas para votação depende do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).
De autoria do deputado Carlos Henrique Gaguim (MDB-TO) e com relatoria de José Medeiros (PL-MT), o texto sugere que os partidos políticos possam pedir a recontagem dos votos das eleições municipais, estaduais e federais em até 48 horas após a divulgação dos seus resultados. Ele também propõe que 5% das urnas sejam selecionadas mediante sorteio para uma contagem pública dos votos.
Além disso, o registro impresso dos votos dessas urnas deverá ser aberto em frente a fiscais. "Cada voto será retirado individualmente do repositório e lido cuidadosamente em voz alta, e, em seguida, apresentado pelo membro da mesa ao exame visual dos fiscais com subsequente registro no boletim urna", determina o projeto.