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Publicada em 21 de Outubro de 2026 às 14:01

Produção de vinhos é a nova mola propulsora da economia da Serra Gaúcha

Cerca de 800 pessoas participaram do evento anual de degustação de vinhos, que acontece em Bento Gonçalves, no sábado passado

Cerca de 800 pessoas participaram do evento anual de degustação de vinhos, que acontece em Bento Gonçalves, no sábado passado

Jeferson Soldi/DIVULGAÇÃO/JC
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Guilherme Kolling
Guilherme Kolling Editor-chefe
A Avaliação Nacional de Vinhos, realizada no sábado passado em Bento Gonçalves, tem uma imagem impressionante: 800 pessoas perfiladas em longas mesas, provando, analisando e comentando amostras de 16 vinhos da safra atual (2026), que foram cuidadosamente selecionados por enólogos.
A Avaliação Nacional de Vinhos, realizada no sábado passado em Bento Gonçalves, tem uma imagem impressionante: 800 pessoas perfiladas em longas mesas, provando, analisando e comentando amostras de 16 vinhos da safra atual (2026), que foram cuidadosamente selecionados por enólogos.
O encontro reúne representantes de vinícolas, de feiras do setor, enólogos, comunicadores e, especialmente, apreciadores de vinho, inclusive de outros estados e países. Como disse Mário Lucas Ieggli, presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), que organiza a atividade, o evento mostra a evolução da produção a cada ano, e "o grande vencedor dessa avaliação é o vinho brasileiro".
É, de fato, um momento de celebração da produção da bebida, mas também não deixa de ser uma grande vitrine da força do setor vitivinícola para a economia da Serra Gaúcha. Que vai muito além da fabricação de vinhos e espumantes, estimulando toda um ecossistema produtivo industrial, no agronegócio e no setor de serviços.
Começando pelas próprias vinícolas, que formam um importante segmento da indústria de alimentos e bebidas no RS, fabricando vinhos, espumantes e suco de uva. Essas empresas ou cooperativas também impulsionam o agro, com o plantio de uvas, que por sinal teve uma safra recorde no Estado neste ano, que ainda se destacou pela qualidade das frutas pelo adequado número de dias com baixas temperaturas.
Ainda no setor industrial, a Avaliação Nacional de Vinhos revelou – de forma indireta, através de vídeos das empresas patrocinadoras do encontro –, uma cadeia de indústrias e empresas de tecnologia, que fornecem insumos e produtos para as vinícolas. São fabricantes de rolhas, de garrafas de vidro, de barricas, de máquinas de envase, produtores de embalagens, além de serviços, como software de gestão para vinícolas.
O setor de serviços ainda ganha tração com a área da educação, através da formação de enólogos, em um primeiro momento em escolas técnicas e atualmente inclusive em cursos universitários de graduação.
A Avaliação Nacional de Vinhos, por sinal, surgiu dentro da Escola Agrotécnica Federal Presidente Juscelino Kubitschek (hoje Instituto Federal do RS – Campus Bento Gonçalves), em 1976, com a então Associação Brasileira de Técnicos em Viticultura e Enologia, a atual Associação Brasileira de Enologia. A entidade celebra em 2026, portanto, 50 anos, tendo realizado neste período 34 edições da Avaliação de Vinhos.
Além dos segmentos industrial e do agronegócio, já mencionados, também estimula a proliferação de atividades do setor de serviços e varejo, notadamente hotéis, pousadas, restaurantes e lojas, muitos deles instalados nas próprias vinícolas.
É ainda mais um dos grandes eventos dessa região do Rio Grande do Sul, que sabe como poucas partes do Estado valorizar a realização de feiras temáticas e encontros para atrair turistas e fomentar a economia.

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