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Publicada em 22 de Junho de 2026 às 18:19

Vendas de indústria gaúcha de pivôs de irrigação crescem dois dígitos

Ouro Verde Sistemas de Irrigação, na Região dos Campos de Cima da Serra, iniciou atividades em 2019 a partir da percepção da necessidade do setor agrícola gaúcho

Ouro Verde Sistemas de Irrigação, na Região dos Campos de Cima da Serra, iniciou atividades em 2019 a partir da percepção da necessidade do setor agrícola gaúcho

Ouro Verde/Divulgação/JC
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Ana Stobbe
Ana Stobbe Repórter
Sediada no pequeno município de André da Rocha, na Região dos Campos de Cima da Serra, a Ouro Verde Sistemas de Irrigação é uma das únicas empresas de fabricação de pivôs de irrigação no Brasil. E, com forte mercado no Rio Grande do Sul, a indústria tem tido uma expansão vertiginosa — embora ainda seja uma empresa pequena — em consonância com as sucessivas estiagens que atingiram o Estado nos últimos anos.
Sediada no pequeno município de André da Rocha, na Região dos Campos de Cima da Serra, a Ouro Verde Sistemas de Irrigação é uma das únicas empresas de fabricação de pivôs de irrigação no Brasil. E, com forte mercado no Rio Grande do Sul, a indústria tem tido uma expansão vertiginosa — embora ainda seja uma empresa pequena — em consonância com as sucessivas estiagens que atingiram o Estado nos últimos anos.
O proprietário da fabricante de pivôs, Fernando Lenzi, estima que as vendas estão sendo ampliadas em uma média de 30% a 40% ao ano. O crescimento anual de dois dígitos se dá em um cenário de preocupação do agro com a falta de chuvas recorrente nos últimos anos.
A Ouro Verde iniciou suas atividades em 2019, após quase uma década de estudos sobre o mercado de irrigação. O primeiro equipamento desenvolvido pela empresa passou por testes até 2022, quando começaram as vendas comerciais.
Segundo Lenzi, a decisão de investir no setor foi motivada pela percepção de que a irrigação seria fundamental para garantir a estabilidade produtiva das lavouras. "Entendemos que o futuro seria pela irrigação, que traria estabilidade da produção e uma maior produtividade", avalia o empresário. 
Empresário Fernando Lenzi, proprietário da Ouro Verde Sistemas de Irrigação, vê boas perspectivas | Guilherme Kolling/Especial/JC
Empresário Fernando Lenzi, proprietário da Ouro Verde Sistemas de Irrigação, vê boas perspectivas Guilherme Kolling/Especial/JC
Entre 2020 e 2025, apenas em um ano não houve estiagem — em 2021. Desde então, a pauta da irrigação tem ganhado força, como uma possível solução à falta d'água enfrentada nesses períodos. Foi, inclusive, devido ao clima, que o Rio Grande do Sul perdeu ao longo dos últimos exercícios parte da sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil
"Todo o avanço da produtividade buscado nos últimos anos e vivenciado na realidade das fazendas está esbarrando na ocorrência desses veranicos", pontuou o empreendedor. Na sua avaliação, os custos de produção cresceram significativamente nos últimos anos, exigindo maiores rendimentos por hectare para garantir a viabilidade econômica das propriedades. "Hoje, o produtor planta esperando colher 170 ou 200 sacos de milho por hectare. Aquela lavoura de 100 já não paga mais a conta", observa.
Mas há uma outra questão para o aumento na busca por irrigação que está levando ao crescimento da Ouro Verde: a expansão das lavouras para áreas do Estado com menos tradição no plantio. É o caso da chegada de culturas como a soja para a Região Central do Rio Grande do Sul, por exemplo. "Buscamos mais produtividade, investimos nisso nas fazendas, e o clima não dá esse suporte”, argumenta Lenzi. 
Diante desse cenário, o empresário considera a irrigação a principal ferramenta para reduzir os impactos das estiagens e garantir maior segurança econômica ao produtor rural. Ele, inclusive, já utiliza sistemas de irrigação há cerca de 20 anos nas suas propriedades, também localizadas em André da Rocha. E defende que a adoção da tecnologia está diretamente ligada à estabilidade da produção agrícola.
O empresário destaca ainda que programas estaduais de incentivo têm contribuído para ampliar o interesse pela tecnologia, embora o alto endividamento dos produtores ainda seja um obstáculo importante para novos investimentos. "O agricultor no momento está muito descapitalizado, o endividamento agrícola no Estado trabalha contra a adoção dessa tecnologia. Tem pessoas que procuram a Ouro Verde perguntando se temos financiamento", relata Lenzi. 

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