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Publicada em 05 de Junho de 2026 às 18:58

Indústria do RS fornecedora de hidrelétricas projeta crescer 90% até 2030

Instalada no Norte do RS, Hidroenergia fabrica componentes para hidrelétricas em uma área de 14 mil metros quadrados

Instalada no Norte do RS, Hidroenergia fabrica componentes para hidrelétricas em uma área de 14 mil metros quadrados

Hidroenergia/Divulgação/JC
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Ana Stobbe
Ana Stobbe Repórter
Fabricante de componentes para hidrelétricas, a Hidroenergia, indústria de Ijuí, na Região Noroeste Colonial do RS, aposta na transição energética para expandir suas operações. A projeção é chegar a 2030 com um aumento de 90% no faturamento, tomando o ano de 2024 como base. A expectativa é de que o valor cresça dois dígitos ao ano, em uma média projetada em 11,1% a cada exercício. 
Fabricante de componentes para hidrelétricas, a Hidroenergia, indústria de Ijuí, na Região Noroeste Colonial do RS, aposta na transição energética para expandir suas operações. A projeção é chegar a 2030 com um aumento de 90% no faturamento, tomando o ano de 2024 como base. A expectativa é de que o valor cresça dois dígitos ao ano, em uma média projetada em 11,1% a cada exercício. 
"A principal fonte de geração de energia do País é a hidrelétrica, tanto usinas grandes quanto pequenas centrais hidrelétricas (PCH), que é a nossa área. Em 2025, tivemos um leilão de venda de energia, com entregas previstas para 2030, em que 65 PCHs venderam energia. Então, só nos próximos quatro anos, são 65 novas usinas elétricas sendo construídas. Temos que estar preparados para essa demanda que vem", avalia o diretor executivo da Hidroenergia, Rafael Klein.
Para o executivo, os números indicam um crescimento claro do setor de geração de energia hidrelétrica no Brasil, que, na sua avaliação, tem um potencial forte a ser explorado no segmento. No caso do Rio Grande do Sul, o destaque está tanto nas PCHs quanto nas cooperativas de geração de energia. 
"A Certel (com sede em Teutônia, no Vale do Taquari) foi uma das cooperativas que vendeu energia no leilão em agosto passado. Estamos fabricando aqui os equipamentos da PCH Vale do Leite (no Rio Forqueta, entre os municípios de Pouso Novo e Coqueiro Baixo), que é uma das indústrias da Certel que será construída neste ano, com conclusão prevista para o ano que vem. E, como fornecedores, esperamos que o setor invista cada vez mais aqui no Estado, porque vemos que tem uma demanda. Hoje, o Rio Grande do Sul é insuficiente em geração de energia e as hidrelétricas, principalmente as pequenas, vêm para contribuir e mostrar a força do potencial hídrico do Estado", acrescenta Klein. 
Há, ainda, um potencial de mercado na modernização das hidrelétricas já existentes. "O que potencializa o crescimento, além das PCHs, são investimentos em outras fontes de geração, em transmissão, novas subestações e modernização das usinas hidrelétricas. No Brasil, tem algumas muito antigas. Na América Latina, também tem uma força nesse sentido. Estamos modernizando três usinas hidrelétricas na Argentina, atualmente", relata o gestor. 
A internacionalização é justamente estratégica nesse sentido. O processo foi iniciado nos anos 2000 de maneira mais incipiente, com ações pontuais, como o fornecimento de componentes ao Japão. Mas, a partir de 2015, a exportação se mostrou promissora e, hoje, atinge mercados especialmente na América Latina, em países como Argentina, Equador, Colômbia, Peru, Chile e República Dominicana.

Expansão conta com investimentos acima de R$ 13 milhões

A Hidroenergia já está com uma expansão em curso. Neste primeiro momento, entre valores já desembolsados ou em execução, o montante soma R$ 8,36 milhões, utilizados na verticalização da produção e na modernização das plantas fabris. O valor foi obtido via agência de fomento Badesul.
Entretanto, é esperado, também, um aporte de R$ 5 milhões para ampliação da planta atual, em Ijuí, com foco na fabricação de turbinas e geradores, que, hoje, ocupa uma área de 15 mil metros quadrados. Ainda está sendo buscada a viabilização do projeto. 

Empresa atua em parceria com a Unijuí 

A Hidroenergia conta com 239 profissionais, sendo que 40% representa a mão de obra técnica, com engenheiros, projetistas, trabalhadores industriais e de obra. Boa parte desses servidores especializados, foi formada localmente, pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí)
Mas a parceria entre as instituições vai além: há um projeto financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em desenvolvimento. A partir da união, foi criado um sistema com sensores inteligentes, comunicação com banco de dados na nuvem e visualização em dashboard em aplicação web.
O projeto atende a escala TRL — que mede a maturidade de uma tecnologia — em grau 9, o mais elevado, e já foi validado em laboratório e em campo. A iniciativa busca sanar a demanda por sistemas de automação e supervisão para usinas hidrelétricas.

Os produtos fabricados pela Hidroenergia para hidrelétricas

  • Turbinas Hidráulicas
  • Geradores Síncronos e Assíncronos
  • Hidromecânicos, condutos e equipamentos de levantamento
  • Sistemas auxiliares mecânicos e elétricos
  • Reguladores de Velocidade
  • Reguladores de Tensão
  • Painéis de proteção, comando e automação

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