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Publicada em 01 de Abril de 2026 às 12:25

Presidente da CIC Caxias destaca importância da diversificação econômica na Serra

Presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul, Ubiratã Rezler

Presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul, Ubiratã Rezler

Tânia Meinerz/JC
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Ana Stobbe
Ana Stobbe Repórter
A reforma tributária já está em curso. Inclusive, avizinha-se sua total implementação, com a substituição dos atuais impostos estaduais sobre bens e serviços – o ICMS – por um tributo federal, o IBS, cuja distribuição aos municípios se dará com base no consumo. Nesse sentido, para o presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul, Ubiratã Rezler, considera a promoção da diversificação da matriz produtiva como um possível trunfo da Serra Gaúcha na preparação para a nova legislação.

O dirigente foi um dos painelistas do evento do Mapa Econômico do Rio Grande do Sul, promovido pelo Jornal do Comércio, nesta terça-feira, 31 de março, em Veranópolis. “É preciso fazer com que a matriz produtiva possa ser mais plural, ter outras oportunidades para que o PIB (produto interno bruto) possa subir e haja um ecossistema transformador”, avaliou.

Rezler ainda destacou a inovação como uma necessidade que está sendo desenvolvida internamente nas empresas, mas cuja disseminação generalizada ainda não ocorreu. “Acaba tendo uma letargia para trabalhar uma inovação para o contexto todo”, destacou, reconhecendo os esforços realizados pelas universidades e seus respectivos parques científicos e tecnológicos em prol do tema.

Entretanto, o painelista ponderou diversos desafios a serem enfrentados para fazer com que a economia regional de fato alavanque. Entre eles, destaca-se a atratividade e a retenção de talentos.

O desafio não é só atrair pessoas. Mas fazer com que elas fiquem. Temos um grande concorrente hoje (para a mão de obra) que é o assistencialismo. Esse é um grande fator para a ausência de pessoas para trabalhar, seja no setor que for”, analisou Rezler.
A reforma tributária já está em curso. Inclusive, avizinha-se sua total implementação, com a substituição dos atuais impostos estaduais sobre bens e serviços – o ICMS – por um tributo federal, o IBS, cuja distribuição aos municípios se dará com base no consumo. Nesse sentido, para o presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul, Ubiratã Rezler, considera a promoção da diversificação da matriz produtiva como um possível trunfo da Serra Gaúcha na preparação para a nova legislação.

O dirigente foi um dos painelistas do evento do Mapa Econômico do Rio Grande do Sul, promovido pelo Jornal do Comércio, nesta terça-feira, 31 de março, em Veranópolis. “É preciso fazer com que a matriz produtiva possa ser mais plural, ter outras oportunidades para que o PIB (produto interno bruto) possa subir e haja um ecossistema transformador”, avaliou.

Rezler ainda destacou a inovação como uma necessidade que está sendo desenvolvida internamente nas empresas, mas cuja disseminação generalizada ainda não ocorreu. “Acaba tendo uma letargia para trabalhar uma inovação para o contexto todo”, destacou, reconhecendo os esforços realizados pelas universidades e seus respectivos parques científicos e tecnológicos em prol do tema.

Entretanto, o painelista ponderou diversos desafios a serem enfrentados para fazer com que a economia regional de fato alavanque. Entre eles, destaca-se a atratividade e a retenção de talentos.

O desafio não é só atrair pessoas. Mas fazer com que elas fiquem. Temos um grande concorrente hoje (para a mão de obra) que é o assistencialismo. Esse é um grande fator para a ausência de pessoas para trabalhar, seja no setor que for”, analisou Rezler.
• LEIA TAMBÉM: Infraestrutura e mão de obra são desafios ao desenvolvimento da região da Serra

Voltando-se à sua área de atuação, a indústria, onde também está concentrada uma grande fatia do PIB regional, ele propôs uma solução. Conforme o presidente da CIC Caxias, é necessário gerar interesse na juventude para que atuem no setor, desmistificando visões que podem ser repeli-los do ambiente laboral. O mesmo, destaca, deveria ser feito em outros segmentos econômicos.

Rezler comparou os índices do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, destacando a intensa migração de gaúchos ao estado vizinho, mirando o mercado de trabalho.

“Não é só por causa da praia, é por conta da infraestrutura. E por diversas dificuldades que temos aqui. A de refazermos uma rodovia dois anos após uma enchente, a de fazermos investimentos, o excesso de regramentos que temos aqui, entre outros”, constatou.

Para mudar o cenário, Rezler aposta no fortalecimento do associativismo. E, além disso, a integração regional. “Quando olhamos Caxias do Sul, parece autossuficiente, mas estamos distantes disso. Porque uma cidade, sozinha, não faz nada”, pontuou.

Ao despedir-se, o painelista destacou a pujança regional. “Somos responsáveis por várias famílias que trabalham conosco. E o senso de responsabilidade faz com que a gente não saia do empreendedorismo”, concluiu.

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