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Publicada em 19 de Junho de 2026 às 16:05

Diretora do Tecnopuc prega articulação para aproveitar oportunidades no RS

Diretora do Tecnopuc, Flavia Fiorin destacou capacidade dos talentos gaúchos durante painel do Mapa Econômico do RS

Diretora do Tecnopuc, Flavia Fiorin destacou capacidade dos talentos gaúchos durante painel do Mapa Econômico do RS

TÂNIA MEINERZ/JC
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Gabriel Margonar
Gabriel Margonar
O potencial de desenvolvimento da Região Metropolitana passa pela capacidade de transformar conhecimento em inovação e articular os diferentes atores do ecossistema gaúcho. A avaliação foi feita pela diretora do Tecnopuc, Flavia Fiorin, durante o painel do Mapa Econômico do Rio Grande do Sul, promovido pelo Jornal do Comércio nesta quinta-feira, 18 de junho, em Porto Alegre.
O potencial de desenvolvimento da Região Metropolitana passa pela capacidade de transformar conhecimento em inovação e articular os diferentes atores do ecossistema gaúcho. A avaliação foi feita pela diretora do Tecnopuc, Flavia Fiorin, durante o painel do Mapa Econômico do Rio Grande do Sul, promovido pelo Jornal do Comércio nesta quinta-feira, 18 de junho, em Porto Alegre.
Realizado no Teatro CIEE-RS Banrisul, o encontro encerrou o giro do projeto pelas cinco macrorregiões do Estado. O debate sobre os desafios e oportunidades da Macrorregião Metropolitana reuniu ainda o diretor-geral de Celulose da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda, e o diretor-geral da Santa Casa de Porto Alegre, Jader Pires. A mediação foi do editor-chefe do JC, Guilherme Kolling.
Ao abordar o papel da inovação no desenvolvimento regional, Flavia destacou que a principal riqueza do Rio Grande do Sul está nas pessoas formadas pelas universidades e centros de pesquisa. "Quando a gente fala das potencialidades do Rio Grande do Sul, sempre aparece a universidade. Mas a universidade somos nós. São os talentos que geramos", afirmou.
Segundo ela, embora a tecnologia seja um componente importante, a inovação tem como principal ativo o capital humano. "Nunca se falou tanto em capital humano. A tecnologia é um meio de inovar, mas não é o fim em si mesma", observou.
Para a dirigente, cenários de maior complexidade costumam abrir espaço para novas oportunidades. Ela citou áreas como semicondutores e a instalação de data centers como exemplos de segmentos nos quais o Estado reúne vantagens competitivas.
"O Rio Grande do Sul tem disponibilidade de energia, matriz limpa, condições climáticas e uma combinação de capacidades que criam oportunidades únicas", disse.
Flavia ressaltou que os data centers não devem ser vistos como empreendimentos isolados, mas como estruturas capazes de impulsionar uma cadeia de empresas de tecnologia. "A gente não pode se posicionar nesse cenário como meros usuários de tecnologia. Temos tecnologias sendo desenvolvidas aqui, dentro das nossas universidades e centros de inovação", completou.

Cooperação e formação de talentos

Ao longo do painel, a diretora do Tecnopuc defendeu que nenhuma instituição conseguirá transformar essas oportunidades em desenvolvimento de forma isoladaSegundo ela, universidades, setor produtivo e poder público precisam atuar de forma coordenada para evitar que oportunidades sejam perdidas.
"Uma universidade não faz isso sozinha. Uma empresa também não. A transformação exige convergência. Se cada um olhar para os interesses individuais, a gente corre o risco de ver essas oportunidades escorrerem pelas mãos", alertou.
Flavia também destacou os impactos da inteligência artificial e a necessidade de preparar profissionais para uma economia cada vez mais baseada em tecnologia. Na avaliação dela, além das discussões sobre produtividade e competitividade, é preciso ampliar a formação em áreas ligadas à ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
"Quem vai sentar na mesa para discutir as estratégias dos próximos ciclos se vemos a formação de engenheiros sendo reduzida no País?", questionou.
Ao encerrar sua participação, a diretora relembrou iniciativas como a Aliança para a Inovação e o Pacto Alegre, que contribuíram para aproximar universidades, empresas e poder público em Porto Alegre. "Quando a gente quer, a gente faz. E quando a gente faz junto, faz melhor ainda", concluiu.

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