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Publicada em 18 de Junho de 2026 às 21:31

Santa Casa aposta em inovação, formação de talentos e experiência do paciente para enfrentar desafios

O diretor-geral (CEO) da Santa Casa, Jader Pires, foi o painelista que destacou o trabalho da entidade de 223 anos

O diretor-geral (CEO) da Santa Casa, Jader Pires, foi o painelista que destacou o trabalho da entidade de 223 anos

TÂNIA MEINERZ/JC
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Ana Esteves
A área da saúde da Macrorregião Metropolitana foi um dos destaques do painel sobre Oportunidades e Desafios, realizado nesta quinta-feira (18), durante a quinta edição do Mapa Econômico do Rio Grande do Sul.

O diretor-geral (CEO) da Santa Casa, Jader Pires, foi o painelista que destacou o trabalho da entidade de 223 anos, que teve faturamento de R$ 2,4 bilhões em 2025, consolidando-se como um dos principais complexos hospitalares do país.
A área da saúde da Macrorregião Metropolitana foi um dos destaques do painel sobre Oportunidades e Desafios, realizado nesta quinta-feira (18), durante a quinta edição do Mapa Econômico do Rio Grande do Sul.

O diretor-geral (CEO) da Santa Casa, Jader Pires, foi o painelista que destacou o trabalho da entidade de 223 anos, que teve faturamento de R$ 2,4 bilhões em 2025, consolidando-se como um dos principais complexos hospitalares do país.
• LEIA TAMBÉM: Investimentos, inovação, infraestrutura e capital humano pautam debates no Mapa Econômico do RS

Entre as oportunidades, ele destacou o avanço tecnológico, a formação de profissionais e a transformação do perfil dos pacientes.

“A área da saúde passa por uma profunda transformação, impulsionada por uma população cada vez mais informada e participativa. Com acesso facilitado a informações por meio da internet, os pacientes passaram a discutir diagnósticos e tratamentos de forma mais ativa com os profissionais, exigindo uma experiência mais qualificada em toda a jornada de atendimento”.

Outro diferencial apontado é a capacidade de formação de profissionais, quesito que faz da Santa Casa “um celeiro de talentos para o Rio Grande do Sul,”, diz Pires. A instituição também investe em tecnologias de ponta, sendo atualmente a única do Estado a contar com robôs cirúrgicos de última geração que ampliam a precisão dos procedimentos e permitem intervenções menos invasivas.

O envelhecimento da população também é apontado por Pires como uma oportunidade para reorganizar os sistemas de saúde. A expectativa de vida crescente exigirá novos modelos de atendimento voltados a uma geração de idosos mais ativa e com demandas distintas das atuais.

Para o executivo um dos maiores diferenciais da Santa Casa, o qual ele classifica como oportunidade, é o fato de a entidade ser o hospital que mais atende média e alta complexidade no SUS do Rio Grande do Sul. “Nós também somos o hospital que atende todas as classes do sistema privado. E eu acredito que este seja um grande exemplo e uma grande oportunidade o que nós construímos como instituição”.

Ao mesmo tempo, a instituição enfrenta desafios relacionados ao subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS), à necessidade permanente de investimentos em tecnologia e à crescente inflação dos custos médicos. A Santa Casa estima que os atendimentos prestados pelo sistema público gerem um déficit anual de aproximadamente R$ 190 milhões.
“Ao cumprirmos a missão da Santa Casa, geramos anualmente com o atendimento da população do SUS, R$ 190 milhões de reais de necessidade de aporte de recurso privado. Ou seja, o SUS nos gera R$ 190 milhões por ano de prejuízo”, diz Pires.

A constante atualização tecnológica representa outro desafio. Nos últimos oito anos, a Santa Casa investiu cerca de R$ 1 bilhão em infraestrutura e equipamentos, recursos viabilizados pelo apoio da sociedade gaúcha, empresas e governos. Manter esse ritmo de modernização, porém, torna-se mais complexo diante das altas taxas de juros e do elevado custo dos equipamentos médicos.

“Também preocupa a inflação específica do setor de saúde. Novos medicamentos e terapias, especialmente na área oncológica, chegam ao mercado com custos significativamente superiores aos tratamentos já existentes, pressionando hospitais e sistemas de atendimento”, diz o executivo.

Mesmo diante desse cenário, a instituição mantém uma visão otimista. Segundo Pires, a combinação entre excelência assistencial, inovação tecnológica, qualificação profissional e planejamento estratégico será fundamental para garantir a sustentabilidade do sistema e continuar oferecendo atendimento de qualidade à população gaúcha.

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