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Publicada em 15 de Abril de 2026 às 19:50

Obra da ponte, ambiente acadêmico e agro dominam Mapa de Cachoeira do Sul

Painelistas do Mapa de Cachoeira do Sul foram José Alberto Aued, Marli Schneider e Rafael Vargas de Quadros

Painelistas do Mapa de Cachoeira do Sul foram José Alberto Aued, Marli Schneider e Rafael Vargas de Quadros

Tânia Meinerz/JC
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Mauro Belo Schneider
Mauro Belo Schneider Editor-executivo
Cachoeira do Sul, cidade muito afetada pela limitação de acesso por conta da reforma da Ponte do Fandango, recebeu a segunda edição do ano do projeto do JC Mapa Econômico do Rio Grande do Sul nesta terça-feira (15). O encontro ocorreu na Sociedade Rio Branco e debateu os desafios e oportunidades das regiões Centro, Vale do Rio Pardo, Vale do Taquari, Vale do Jaguari e Jacuí Centro. 
Cachoeira do Sul, cidade muito afetada pela limitação de acesso por conta da reforma da Ponte do Fandango, recebeu a segunda edição do ano do projeto do JC Mapa Econômico do Rio Grande do Sul nesta terça-feira (15). O encontro ocorreu na Sociedade Rio Branco e debateu os desafios e oportunidades das regiões Centro, Vale do Rio Pardo, Vale do Taquari, Vale do Jaguari e Jacuí Centro. 
“Não conseguimos entrar na cidade ou sair com facilidade”, criticou o presidente da Câmara de Agronegócio, Comércio, Indústria e Serviços de Cachoeira do Sul (Cacisc), Rafael Vargas de Quadros, que foi um dos painelistas. Apesar disso, ele lembrou, como ponto positivo, que a nova estrutura, cuja obra deve ser concluída em dois meses, aumentará a capacidade de carga. 
Ao lado dele, estavam no palco o presidente da Olivas do Sul, José Alberto Aued, e a presidente do Sindilojas Vale do Jacuí (Cachoeira do Sul), Marli Schneider. Aued endossou a reclamação sobre a infraestrutura. 
“Não tivemos três anos de livre acesso na Ponte do Fandango. Surgiu alguém e disse que tinha que aumentar a ponte em 3 metros. O prejuízo que está trazendo ao nosso povo é impressionante. Acho uma obra absurda, não tem justificativa”, enfatizou. Motoristas chegam a esperar mais de duas horas para desembarcar em Cachoeira pelo serviço de balsa.  
Marli Schneider focou sua fala na qualidade de vida da região. “É uma cidade boa de se viver, com criminalidade baixa, todo mundo se conhece”, lembrou.  
Mapa Econômico Central ocorreu na Sociedade Rio Branco | Dani Barcellos/JC
Mapa Econômico Central ocorreu na Sociedade Rio Branco Dani Barcellos/JC
A representante do Sindilojas, composto por 15 cidades, listou, ainda, potencialidades para desenvolver o turismo em fazendas de olivas e noz-pecã. Em relação ao crescimento do varejo, ela acredita que seja preciso haver mais indústrias, pois não há renda suficiente para as lojas.
“As famílias estão viradas em dívidas. Está difícil para dar crédito”, compartilhou, relatando o fechamento de negócios e o aumento no desemprego. 
Os painelistas citaram a importância da presença de universidades, como a Ulbra, a Uergs e a UFSM. Além disso, falaram sobre a participação de grandes empresas, como a Cargill. Outro ponto mencionado foi a diversificação do agronegócio para além das olivas e noz-pecã. Aued sugeriu olhar para o pistache e a maçã. A questão das ferrovias, do porto e do aeroporto entraram nas reivindicações de melhorias. 
A atividade foi mediada pelo editor-chefe do JC, Guilherme Kolling, que explicou o propósito do Mapa. “Fazendo o monitoramento, conseguimos aferir quais regiões estão avançando e onde estão os gargalos”, expôs. 
O governador Eduardo Leite enviou um vídeo reconhecendo o papel do evento do JC, ao afirmar que ajuda o Estado a identificar desafios para serem superados e as iniciativas necessárias para destravar o desenvolvimento. 

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