Desde novembro do ano passado, o Estádio Municipal de Cidreira, interditado há 16 anos, tem sido pauta de conversas entre o município e a Federação Gaúcha de Automobilismo (FGA). A movimentação iniciou devido ao interesse em reformar a estrutura para transformá-la em um autódromo de pista oval. Entretanto, o projeto está paralisado por questões burocráticas.
De acordo com ele, outras questões burocráticas também têm afetado o início do projeto. Segundo Signor, a iniciativa já devia estar mais avançada, mas o alto valor para realizar o projeto técnico requerido, que deve demorar entre 90 e 120 dias para ser entregue, e problemas na matrícula do terreno geraram atrasados. Para a reforma, a FGA necessita não só do documento oficial do estádio, mas também de terrenos em volta. Sem a regularização das áreas do entorno, o projeto ficaria sem espaço para as instalações complementares ao autódromo. "Estamos esbarrando justamente nessa questão da área, na qual é necessária a junção das matrículas, e também do edital, para a Federação poder assumir o estádio e fazer o projeto andar", resume.
Com a abertura oficial do edital de concessão, a federação poderá iniciar negociações com investidores. Segundo o presidente, já há interessados em investir no futuro autódromo, entretanto, os poucos avanços na concessão da estrutura também dificultam que avanços na parte financeira aconteçam. A estimativa é de um investimento total de R$ 50 milhões, uma vez que grande parte da estrutura do estádio será reaproveitada, explica Signor.
Autódromo deve contar com pista oval e de kart, além de espaço para palco
FGA/Divulgação/Cidades
A reforma transformará o estádio, abandonado desde 2008, em um autódromo com pista oval. A ideia é que o novo local não compita com outras pistas no Estado, recebendo competições voltadas à pista oval, como eventos off-road, afirma o presidente. De acordo com ele, a Federação também planeja construir uma pista de kart, disponível para competições e uso comercial. Além disso, o projeto contempla um palco para outros formatos de eventos, como apresentações musicais.
O presidente também explica o interesse no estádio por fazer parte de uma região com pouca participação em eventos e competições do automobilismo. Segundo Signor, a FGA é formada por 47 clubes filiados vindos de todo o Estado, menos do Litoral Norte. "Vemos um potencial de crescimento muito grande na região. Se analisarmos as outras regiões que nós estamos presentes, todas têm alguma praça de evento de kart, rally ou arrancada, menos o Litoral Norte. Então, vislumbramos isso com um potencial muito grande", conta.
Apesar das complicações em torno do projeto, Signor também ressalta otimismo por parte da entidade com o futuro do autódromo. Segundo ele, a construção do novo autódromo também pode significar uma nova relação da FGA com a Nascar Brasil e Americana.
De acordo com o presidente, o local está sendo projetado de uma maneira que será possível receber etapas da Nascar Brasil, caso de outras pistas da Federação, mas também eventos oficiais da Nascar americana. "Ninguém disse que ia ser fácil. As coisas são bastante complexas, mas temos uma estrutura e os mecanismos na mão para fazer os eventos", conta.