Porto Alegre,

Publicada em 12 de Maio de 2026 às 16:48

Vale do Taquari apoia reconstrução em novos Planos Diretores

Uma das cidades mais atingidas pela enchente de 2024, Cruzeiro do Sul foi a primeira a receber o documento, feito pela Univates e governo estadual; áreas de arraste, que foram alagadas, não terão mais residências

Uma das cidades mais atingidas pela enchente de 2024, Cruzeiro do Sul foi a primeira a receber o documento, feito pela Univates e governo estadual; áreas de arraste, que foram alagadas, não terão mais residências

MARCIO STEINER/DIVULGAÇÃO/CIDADES
Compartilhe:
Elisangela Favaretto
Elisangela Favaretto
Dois anos após a enchente que devastou o Vale do Taquari, os municípios de Lajeado, Estrela, Cruzeiro do Sul, Arroio do Meio, Roca Sales, Encantado e Muçum, alguns dos mais atingidos pela força do rio Taquari, que invadiu comunidades inteiras, ainda sofrem com as consequências do desastre climático, principalmente na área da habitação. Um levantamento feito à época pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) apontou que cerca de 60 mil pessoas foram atingidas, de alguma forma, na região há dois anos .Milhares de pessoas tiveram que abandonar as suas casas e várias continuam sem ter uma residência definitiva; áreas tornaram-se inabitáveis e devem dar lugar a parques de lazer.
Dois anos após a enchente que devastou o Vale do Taquari, os municípios de Lajeado, Estrela, Cruzeiro do Sul, Arroio do Meio, Roca Sales, Encantado e Muçum, alguns dos mais atingidos pela força do rio Taquari, que invadiu comunidades inteiras, ainda sofrem com as consequências do desastre climático, principalmente na área da habitação. Um levantamento feito à época pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) apontou que cerca de 60 mil pessoas foram atingidas, de alguma forma, na região há dois anos .Milhares de pessoas tiveram que abandonar as suas casas e várias continuam sem ter uma residência definitiva; áreas tornaram-se inabitáveis e devem dar lugar a parques de lazer.
Como resposta a esse cenário de destruição, os municípios tiveram que revisar os seus Planos Diretores. A ação ocorreu em parceria com o governo do Estado e a Universidade do Vale do Taquari (Univates). Os projetos foram encaminhados à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur), que realiza a análise e devolverá aos municípios. O passo seguinte será a aprovação da Câmara de Vereadores.
O estudo identificou as áreas mais vulneráveis às inundações; os corredores ecológicos e as áreas inabitáveis, onde serão construídos parques lineares, praças alagáveis e espaços públicos multifuncionais, que possam absorver temporariamente o excesso de água durante eventos de inundação.
investimento de R$ 3,1 milhões teve o trabalho de uma equipe multidisciplinar com mais de 40 profissionais vinculados à Univates, entre arquitetos, engenheiros, advogados, geólogos e especialistas em participação social. Também há o envolvimento de professores, alunos e ex-alunos da universidade, além de representantes de entidades civis, como sindicatos, associações comerciais, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e conselhos profissionais da região.
Cruzeiro do Sul foi o primeiro município a receber o plano aprovado pela Sedur. O documento foi entregue no dia 5 de maio, em cerimônia com a presença do governador Eduardo Leite. Conforme o prefeito de Cruzeiro do Sul, Cesar Leandro Marmitt, o plano reúne informações importantes, como a localização das zonas de arraste, que atingem ao menos quatro bairros do município: Passo de Estrela - que praticamente sumiu do mapa com a enchente de dois anos atrás - e partes dos bairros Glucostark, Bom Fim e Santarém.
"Agora, a gente vai sentar com os nossos técnicos, com a nossa comunidade para fazer essas discussões e colocar eles a par da situação. Nós temos que dar uma atenção muito especial nas zonas de arraste, porque será inviável a construções de moradias nessas áreas no futuro", relata o prefeito. Em Passo de Estrela, em 2025, foi anunciado pelo governo estadual a construção de um parque linear, com áreas de lazer e um memorial às vitimas que residiam no bairro.
A análise dos demais Planos Diretores está em fase final, conforme relata o secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Davi Severgnini. "Estamos trabalhando com planejamento, responsabilidade e visão de longo prazo. São iniciativas que não apenas recuperam áreas atingidas, mas que reorganizam o território de forma mais segura e sustentável, considerando as características locais e os riscos existentes. Cruzeiro do Sul foi a primeira das sete cidades em que entregamos a minuta do plano diretor. As demais cidades estão em fase final. O objetivo é garantir mais qualidade de vida para a população e preparar o Vale do Taquari para enfrentar os desafios climáticos", destaca  Severgnini.

Notícias relacionadas