A coalizão de Binyamin Netanyahu superou o bloco de oposição após a apuração de metade dos votos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (28) pela Comissão Eleitoral de Israel, um dia depois de eleições legislativas. Após a apuração de 66% das urnas, o Likud, de Netanyahu, e seus aliados somam 54 das 120 cadeiras do Parlamento, contra 48 do bloco de oposição e 18 dos partidos árabes. Os resultados parciais ainda podem variar significativamente, e várias pesquisas indicam que os dois principais blocos estão tecnicamente empatados e sem maioria clara.
Os israelenses foram às urnas em massa na primeira eleição desde os ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023 e das subsequentes guerras em Gaza, no Líbano e no Irã. Segundo a Comissão Eleitoral Central, a participação chegou a 77,7%, a maior desde 1999 - o voto não é obrigatório no país.
As pesquisas de boca de urna apontaram uma disputa apertada. Segundo o Canal 12, o Likud deve conquistar 24 das 120 cadeiras do Knesset, ante 22 do Yashar. O bloco de oposição, porém, somaria 52 assentos, contra 50 dos aliados de Netanyahu, enquanto as listas árabes ficariam com 18. Nenhum dos dois grupos alcançaria diretamente os 61 parlamentares necessários para uma maioria.
Mais cedo, Netanyahu afirmou que o Likud é o maior partido do país e prometeu formar um novo governo "forte de direita". Segundo ele, "a maioria judaica e sionista deve se unir", uma vez que "é impensável ter um governo que conte com o apoio de partidos árabes". O premiê ainda disse que Israel "tem uma oportunidade única" de, junto a Donald Trump, "eliminar para sempre a ameaça existencial do Irã".