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Publicada em 06 de Outubro de 2026 às 20:25

Entidades europeias veem riscos geopolítico, ambiental e comercial se Flávio Bolsonaro vencer

Flávio é descrito como um negacionista, como o pai, aumentando a probabilidade de savanização do bioma

Flávio é descrito como um negacionista, como o pai, aumentando a probabilidade de savanização do bioma

Evaristo SA/AFP/JC
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Agências
O jornal alemão Die Zeit gastou 11 linhas para dar a ficha corrida do ex-presidente Jair Bolsonaro na abertura de uma reportagem publicada nesta segunda-feira (5). A intenção era perguntar como, mesmo assim, os brasileiros quase elegeram seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), no primeiro turno das eleições nacionais no domingo (4).
O desempenho de "Bolsonaro Jr.", como foi chamado por um colunista do britânico The Guardian, surpreendeu boa parte da imprensa europeia, apesar da disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já ter sido descrita como apertada na semana passada. A avalanche alcançada pela direita brasileira começa a suscitar projeções de como seria um novo governo da família Bolsonaro em relação à Europa.
O prognóstico, do ponto de vista europeu, não é bom. A esperada aproximação com os EUA de Donald Trump significará o afastamento do país da União Europeia. Lula 3 não tinha o prestígio dos primeiros mandatos, principalmente pela posição adotada sobre a Guerra da Ucrânia, mas era lembrado pela queda do desmatamento na Amazônia e pelo empenho em fechar o acordo UE-Mercosul.

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