Negociadores dos Estados Unidos devem viajar a Moscou e Kiev nos próximos dias, em uma nova tentativa de destravar as negociações para encerrar a guerra na Ucrânia, enquanto os dois países trocaram novos ataques durante a madrugada desta sexta-feira.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que datas preliminares já foram definidas para reuniões nas duas capitais e que sua equipe de negociação mantém contato quase permanente com os americanos. "Eles confirmaram que terão uma reunião em Moscou e outra em Kiev. Esperamos que esta última ocorra nos próximos dias", disse. Segundo ele, a Ucrânia está pronta para negociações "significativas e de alto nível".
A agência estatal russa Tass informou que os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner devem visitar primeiro Moscou e depois Kiev, em 5 e 6 de setembro. A informação não foi confirmada pelos EUA. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, também evitou confirmar a passagem dos dois por Moscou e disse apenas que a imprensa será informada caso a reunião ocorra.
Witkoff e Kushner estiveram pela última vez em Moscou em janeiro, quando se reuniram com o presidente Vladimir Putin. Uma eventual viagem agora marcaria a primeira visita dos dois a Kiev. Após o encontro de janeiro, o assessor presidencial russo Yury Ushakov classificou as conversas como construtivas, mas afirmou que não seria possível alcançar um acordo duradouro sem resolver a questão territorial.
A movimentação diplomática ocorre em meio a novos ataques. Uma ofensiva russa contra a região de Odessa matou uma pessoa e deixou ao menos cinco feridos, enquanto dois policiais morreram em Dnipro. Em Kiev, um ataque de drone feriu três pessoas. Na Rússia, drones ucranianos atingiram Sochi e o distrito vizinho de Sirius, provocando incêndio em um depósito de petróleo, segundo autoridades locais.