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Publicada em 27 de Agosto de 2026 às 18:14

China avalia reação após ameaça de tarifa dos EUA e firma acordo com a Suíça

Porta-voz do governo chinês afirmou que acusações de "capacidade excessiva" de produção dos EUA precisam ser analisadas com objetividade

Porta-voz do governo chinês afirmou que acusações de "capacidade excessiva" de produção dos EUA precisam ser analisadas com objetividade

ADEK BERRY / AFP
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Agências
A China monitora as ameaças de novas tarifas de 7,5% dos Estados Unidos sobre produtos chineses e se reserva ao direito de tomar "todas as medidas necessárias" contra as políticas comerciais americanas. A afirmação foi feita pela porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Huang Ling, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, ao ser questionada se Pequim avalia a possibilidade de contramedidas.
 
Segundo ela, o governo chinês já expressou sua posição anteriormente sobre as acusações americanas de que a China possui "capacidade excessiva" de produção de bens industriais. "Essa questão precisa ser analisada de maneira compreensiva, objetiva e justa, não utilizada como pretexto para protecionismo", afirmou.
 
 
A porta-voz classificou o uso da Seção 301 por Washington para aplicação de tarifas como "ato típico de unilateralismo" ao qual Pequim "firmemente se opõe".
 
Huang Ling também comentou sobre o acordo comercial alcançado com a Suíça na semana passada, afirmando que ambos os países ampliarão a troca de bens, serviços e investimentos. Em relação a bens, 99% das importações terão tarifas zeradas, ao mesmo tempo em que os países devem aprimorar regras sobre origem, avaliação de conformidade e fortalecer a cooperação bilateral. Investidores chineses e suíços também terão acesso a um ambiente de negócios "mais transparente, estável e previsível".
 
A Suíça e a China concordaram em ampliar a cooperação em comércio digital, inteligência artificial (IA), desenvolvimento sustentável, cadeias de ofertas, farmacêuticas, maquinário e relógios. "A atualização do acordo de livre-comércio criará novas oportunidades e, em meio a um ambiente internacional cheio de incertezas, mostra a atitude de ambos os lados de escolher cooperação aberta e o sistema multilateral de comércio", acrescentou a porta-voz.
 
O acordo, contudo, ainda precisa ser aprovado por processos legais domésticos de cada país, antes da assinatura e implementação formal.

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