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Publicada em 22 de Janeiro de 2025 às 19:15

Forças de Israel cercam campo de refugiados na Cisjordânia

Ao menos 10 pessoas já morreram na incursão Israelense à Cisjordânia

Ao menos 10 pessoas já morreram na incursão Israelense à Cisjordânia

AFP/JC
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Folhapress
Em seu segundo dia de operação militar na cidade palestina de Jenin, as forças de Israel cercaram o mais simbólico campo de refugiados da Cisjordânia e um hospital. Ao menos 10 pessoas já morreram e 40 ficaram feridas, segundo as autoridades locais.
Em seu segundo dia de operação militar na cidade palestina de Jenin, as forças de Israel cercaram o mais simbólico campo de refugiados da Cisjordânia e um hospital. Ao menos 10 pessoas já morreram e 40 ficaram feridas, segundo as autoridades locais.
Segundo um líder comunitário do campo de Jenin - um bairro degradado no centro da cidade, concentrando quase um terço dos seus 50 mil moradores, o cerco foi finalizado na manhã de ontem. Ele falou de forma anônima com a reportagem por meio de mensagens de celular. Pela segunda noite, drones e helicópteros israelense sobrevoaram Jenin, e diversas explosões foram ouvidas. Os soldados e policiais do Estado judeu estão espalhados por toda a cidade. "Ninguém pode entrar ou sair", disse à agência Reuters Nebal Farsakh, porta-voz do Crescente Vermelho palestino. 
A ação faz parte do novo objetivo militar do gabinete de segurança do governo de Benjamin Netanyahu, algo visto amplamente como uma concessão do premiê aos setores de ultradireita religiosa que o apoiam, mas estão insatisfeitos com o cessar-fogo na guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza.
Iniciada no domingo com a troca de três reféns feitas pelo grupo terrorista palestino no mega-ataque de 7 de outubro de 2023 por 90 prisioneiros árabes em Israel, a trégua é escalonada em etapas.
A ultradireita apoia e financia os assentamentos ilegais de colonos judeus em regiões que, segundo os acordos de paz de 1994, deveriam ser palestinas. Impotente, o governo de Ramallah agora vê a expansão da tática com apoio do Exército. Já seus críticos lembram que as autoridades nada fizeram para coibir a operação de terroristas na região.
A ação é focada em Jenin, que concentra células de grupos terroristas como a Jihad Islâmica, mas ocorre em todo o território nominalmente palestino. Segundo a agência árabe Wafa, 29 pessoas foram presas nesta quarta em diversos pontos da região.
 

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