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Publicada em 13 de Novembro de 2025 às 13:30

Demolição dos casarões na Praça XV de Novembro será realizada em até 20 dias

Nos dois casarões, no Centro Histórico, funcionavam uma loja de sapatos e um bazar

Nos dois casarões, no Centro Histórico, funcionavam uma loja de sapatos e um bazar

TÂNIA MEINERZ/JC
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Cláudio Isaías
Cláudio Isaías Repórter
Os dois casarões em frente à Praça XV de Novembro, no Centro Histórico de Porto Alegre, que foram atingidos por um incêndio no dia 5 de novembro, serão demolidos (incluindo a limpeza da área) em até 20 dias, segundo informações do secretário municipal de Obras e Infraestrutura, André Flores, que nesta quinta-feira (13) inspecionou o início dos trabalhos no Centro da cidade.
Os dois casarões em frente à Praça XV de Novembro, no Centro Histórico de Porto Alegre, que foram atingidos por um incêndio no dia 5 de novembro, serão demolidos (incluindo a limpeza da área) em até 20 dias, segundo informações do secretário municipal de Obras e Infraestrutura, André Flores, que nesta quinta-feira (13) inspecionou o início dos trabalhos no Centro da cidade.
Para a realização do serviço, foi necessária a interrupção da circulação de pessoas e de veículos no trecho da Praça XV de Novembro até a rua Otávio Rocha. Segundo Flores, tanto os pedestres quanto os automóveis poderão circular na região a partir desta sexta-feira (14). Funcionários dos prédios Phenix e Praça XV, ao lado das edificações atingidas pelo fogo, não puderam acessar o local na manhã desta quinta-feira, em razão da movimentação de máquinas e dos trabalhadores que faziam a demolição da fachada dos prédios onde funcionava um bazar e uma loja de calçados.
De acordo com Flores, o município notificou as empresas de todos os prédios na região da Praça XV de Novembro, inclusive os dois destruídos pelo fogo, que seria feita a demolição. "Os prédios que serão demolidos não poderão ser recuperados. O fogo atingiu mais de 600 ºC de temperatura e retorceu as vigas de ferro. Não há como recuperar a estrutura", acrescenta. Conforme o secretário, tanto os engenheiros da prefeitura quanto os proprietários entenderam que não havia outra alternativa que não fazer a demolição das duas estruturas.
Flores disse que a demolição inicial será feita de forma manual na parte superior da edificação para garantir a segurança e evitar que a estrutura puxe as paredes laterais dos edifícios vizinhos.  "A liberação dos prédios vizinhos para acesso está condicionada à garantia da segurança durante a demolição", comenta. Depois, será realizada a demolição com uma retroescavadeira. Além disso, o secretário de Obras e Infraestrutura diz que os dois edifícios não eram tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico. "Fizemos uma consulta a Secretaria da Cultura. A gente lamenta muito a destruição porque as duas edificações são muito bonitas. Eles dão um charme todo especial para o Centro de Porto Alegre", acrescenta.
A advogada Denise Ebbesen, que representa a Loja Irmãos, de propriedade do empresário chinês Guohua Yao, chamado pelo apelido de "Shen", disse que a seguradora foi informada do incêndio. Porém, devido ao risco de desabamento dos prédios, segundo a profissional, o regulador do seguro não conseguiu acessar o interior da loja. "Não conseguimos avaliar ainda os prejuízos que incluem mercadorias, móveis, computadores, câmeras e documentos", acrescenta. A loja Irmão operava desde 2021 e já havia enfrentado uma enchente.
Thales Silva, da empresa reguladora de sinistros Crawford, afirma que o seu trabalho consiste em avaliar a extensão dos danos sofridos pela loja do chinês Guohua Yao. "O objetivo é quantificar o prejuízo em mercadorias e bens, e orientar o segurado sobre os documentos necessários para a indenização", comenta. Silva atua como um intermediário entre o segurado e a seguradora, com o objetivo de determinar o valor do pagamento do seguro.
André Flores, secretário municipal de Obras e Infraestrutura, diz que lamenta a demolição das edificações    | TÂNIA MEINERZ/JC
André Flores, secretário municipal de Obras e Infraestrutura, diz que lamenta a demolição das edificações TÂNIA MEINERZ/JC

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