Nos últimos anos foi percebida uma queda drástica nas lotações em Porto Alegre. Em 2019, havia mais de 400 veículos circulando, hoje, são cerca de 130, número que mostra a queda na utilização deste modal. Para buscar melhorias nesse meio de transporte, a Secretaria de Mobilidade Urbana (SMMU) e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) visam reformular e qualificar o serviço.
Para atingir este objetivo foi criado o serviço de transporte público coletivo complementar de passageiros. Durante 12 meses serão feitas experiências para achar formas de atender melhor a demanda da população, para suprir lacunas deixadas pelos ônibus convencionais, especialmente em regiões e horários de menor demanda.
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O consórcio que opera na Restinga entregou o planejamento da operação. De acordo com o secretário da SMMU, Adão de Castro Júnior, este é o sistema que está mais próximo da conclusão, por possuir tabela horária. A adaptação necessária seria das roletas para controlar os passageiros e a rodagem do GPS. Feitas as adequações, já será possível estar rodando nos próximos dias. Em breve deverão ser entregues os consórcios da zona Norte e Sul.
Castro Júnior diz que a pasta trabalha com três eixos de operação. "Parte da Restinga, a partir de Belém Novo. Região Sul, que engloba Guarujá e Lami, e na Região Norte, abrangendo o Menino Deus", explica o secretário.
Os detalhes sobre a operação ainda estão em estudo. Ainda não se tem uma data prevista para a divulgação das rotas. Será disponibilizado um aplicativo para o usuário poder acompanhar essas linhas via tecnologia de geolocalização (GPS).
O custo da passagem será de R$ 8,00, aceitando pagamento em dinheiro, cartões de débito e crédito, Pix e cartão TRI. Diferentemente dos ônibus tradicionais, no transporte complementar não haverá pontos definidos, o passageiro irá solicitar a parada, desde que esteja dentro da rota e seja possível o desembarque no local, respeitando as leis de trânsito. Além disso, será permitido transportar até 10% da capacidade de passageiros em pé.
O serviço será prestado aproveitando a estrutura de micro-ônibus, vans e veículos assemelhados, os permissionários - empresas/motoristas que possuem permissão da prefeitura para operar - poderão atuar em consórcios, seguindo tabelas de horários que são definidas pelo município.
O novo modelo busca reformular o sistema de transporte, qualificar o serviço prestado à população, reforçar a regularidade do serviço e recuperar a confiança do usuário, após o enfraquecimento do uso das lotações.