Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 11 de Novembro de 2025 às 18:28

Novo sistema de lotação busca recuperar serviço na Capital

Prefeitura ainda analisa rotas; projeto deverá iniciar pela Zona Sul

Prefeitura ainda analisa rotas; projeto deverá iniciar pela Zona Sul

/BRENO BAUER/JC
Compartilhe:
Marco Charão
Marco Charão
Nos últimos anos foi percebida uma queda drástica nas lotações em Porto Alegre. Em 2019, havia mais de 400 veículos circulando, hoje, são cerca de 130, número que mostra a queda na utilização deste modal. Para buscar melhorias nesse meio de transporte, a Secretaria de Mobilidade Urbana (SMMU) e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) visam reformular e qualificar o serviço.
Nos últimos anos foi percebida uma queda drástica nas lotações em Porto Alegre. Em 2019, havia mais de 400 veículos circulando, hoje, são cerca de 130, número que mostra a queda na utilização deste modal. Para buscar melhorias nesse meio de transporte, a Secretaria de Mobilidade Urbana (SMMU) e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) visam reformular e qualificar o serviço.
Para atingir este objetivo foi criado o serviço de transporte público coletivo complementar de passageiros. Durante 12 meses serão feitas experiências para achar formas de atender melhor a demanda da população, para suprir lacunas deixadas pelos ônibus convencionais, especialmente em regiões e horários de menor demanda.
O consórcio que opera na Restinga entregou o planejamento da operação. De acordo com o secretário da SMMU, Adão de Castro Júnior, este é o sistema que está mais próximo da conclusão, por possuir tabela horária. A adaptação necessária seria das roletas para controlar os passageiros e a rodagem do GPS. Feitas as adequações, já será possível estar rodando nos próximos dias. Em breve deverão ser entregues os consórcios da zona Norte e Sul. 
Castro Júnior diz que a pasta trabalha com três eixos de operação. "Parte da Restinga, a partir de Belém Novo. Região Sul, que engloba Guarujá e Lami, e na Região Norte, abrangendo o Menino Deus", explica o secretário.
Os detalhes sobre a operação ainda estão em estudo. Ainda não se tem uma data prevista para a divulgação das rotas. Será disponibilizado um aplicativo para o usuário poder acompanhar essas linhas via tecnologia de geolocalização (GPS).
O custo da passagem será de R$ 8,00, aceitando pagamento em dinheiro, cartões de débito e crédito, Pix e cartão TRI. Diferentemente dos ônibus tradicionais, no transporte complementar não haverá pontos definidos, o passageiro irá solicitar a parada, desde que esteja dentro da rota e seja possível o desembarque no local, respeitando as leis de trânsito. Além disso, será permitido transportar até 10% da capacidade de passageiros em pé.
O serviço será prestado aproveitando a estrutura de micro-ônibus, vans e veículos assemelhados, os permissionários - empresas/motoristas que possuem permissão da prefeitura para operar - poderão atuar em consórcios, seguindo tabelas de horários que são definidas pelo município
O novo modelo busca reformular o sistema de transporte, qualificar o serviço prestado à população, reforçar a regularidade do serviço e recuperar a confiança do usuário, após o enfraquecimento do uso das lotações.

Notícias relacionadas