Os desafios de envelhecer com saúde, planejamento e educação, inclusive financeira, dominaram os debates do 18º Fórum da Longevidade que, este ano, abordou o tema "Longevidade em Movimento". No evento promovido pelo Grupo Bradesco Seguros, foi apresentada a segunda edição do Indicador de Longevidade Pessoal (ILP) com versão ampliada. No ano passado, foi mostrado como estava o processo de longevidade na população brasileira e o que era possível realizar para viver mais e melhor. Em 2025, o levantamento apresentado foi ampliado e trouxe dados aprofundados das regiões brasileiras.
Neste ano, 4,4 mil pessoas participaram da pesquisa. Elas obtiveram 61 como uma pontuação média. O estudo trouxe recortes dos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Bahia, Goiás, Pernambuco, Amazonas, Paraná e do Distrito Federal. São Paulo lidera o índice com 64 pontos e o Paraná apresenta o menor, com 59 pontos. No caso do RS, o levantamento mostra que 86% das mulheres gaúchas entre os 30 e 49 anos buscam atendimento preventivo. Porém o quesito finanças ainda é um desafio para todos: 71% das pessoas do Estado declaram que possuem dívidas, e somente 36% demonstram segurança em pagá-las no futuro.
O diretor de Marketing, Comunicação e Canais de Relacionamento da Bradesco Seguros, Alexandre Nogueira, destaca que a sociedade brasileira possui um caminho e uma jornada para se preparar para viver mais e melhor. "Cada pessoa precisa entender em que estágio está e o que necessita para evoluir", comenta. A ideia, segundo Nogueira, é criar oportunidades para informar e chamar atenção sobre a importância da sociedade pensar a longevidade. De acordo com Ana Julião, gerente da Edelman, a longevidade da população brasileira ainda é um tema que requer debates, planejamento, diálogo de maneira contínua e educação.
O médico geriatra Alexandre Kalache afirma que envelhecer é um processo contínuo que exige preparação em diversas áreas. "O Brasil vive isso de forma intensa. Projeções do IBGE indicam que, em 2050, mais de 30% dos brasileiros terão mais de 60 anos", comenta. Para Kalache, a longevidade deve ser compreendida como vitória de toda a sociedade brasileira.
Outro destaque do Fórum foi o lançamento do livro "A Revolução da longevidade" que celebra os 80 anos de vida de Alexandre Kalache e 50 anos de profissão do médico que se dedica a temas relacionados à longevidade e ao envelhecimento populacional. "O Brasil já entrou de cabeça na revolução da longevidade. Vivemos cada vez mais, mas ainda não aprendemos a lidar com essa conquista", acrescenta.
O 18º Fórum da Longevidade, realizado no Teatro Bradesco, em São Paulo, teve a participação da atriz e cantora Zezé Motta, que fez um pocket show com músicas de Caetano Veloso (Luz do Sol e Tigresa). Além de um painel com apresentação dos atores Denise Fraga e Tony Ramos e, ainda, a participação da convidada internacional Ashton Applewhite, escritora e palestrante sobre envelhecimento. A atriz Beth Goulart foi homenageada durante o Fórum pela sua trajetória profissional.