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Publicada em 13 de Outubro de 2025 às 16:15

Doenças como Parkinson e Alzheimer estão sendo diagnosticadas tarde demais, diz cientista britânica

Linda Partridge diz que o seu trabalho não é focar tanto em aumentar a longevidade, mas sim ampliar o tempo de vida saudável das pessoas

Linda Partridge diz que o seu trabalho não é focar tanto em aumentar a longevidade, mas sim ampliar o tempo de vida saudável das pessoas

DANI BARCELLOS/ESPECIAL/JC
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Cláudio Isaías
Cláudio Isaías Repórter
Os desafios apresentados pelo aumento da expectativa de vida, particularmente no contexto das doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, e como viver mais anos com saúde e qualidade de vida, são temas estudados pela cientista britânica Linda Partridge. Sobre as duas doenças e outras formas de demência, a cientista diz que são muito difíceis de tratar no momento. "Existem alguns tratamentos que podem melhorar ou pelo menos desacelerar o progresso. Grande parte do problema é que nós estamos diagnosticando as doenças tarde demais", lamenta a professora no University College London e integrante da Royal Society, que nesta segunda-feira (13) participou do Unimed Talks no Instituto Ling, em Porto Alegre.
Os desafios apresentados pelo aumento da expectativa de vida, particularmente no contexto das doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, e como viver mais anos com saúde e qualidade de vida, são temas estudados pela cientista britânica Linda Partridge. Sobre as duas doenças e outras formas de demência, a cientista diz que são muito difíceis de tratar no momento. "Existem alguns tratamentos que podem melhorar ou pelo menos desacelerar o progresso. Grande parte do problema é que nós estamos diagnosticando as doenças tarde demais", lamenta a professora no University College London e integrante da Royal Society, que nesta segunda-feira (13) participou do Unimed Talks no Instituto Ling, em Porto Alegre.
Linda Partridge disse que estão sendo feitos trabalhos com biomarcadores com o objetivo de detectar precocemente os primeiros sinais de prejuízo na memória nessas doenças. "Os tratamentos recentes focam nessa ideia de que é preciso intervir muito mais cedo. Tenho esperança nesse processo", destaca. Sobre a longevidade, a professora no University College London diz que o seu trabalho e de outros tantos profissionais é não focar tanto em aumentar a longevidade, mas sim aumentar o tempo de vida saudável da pessoa. Linda Partridge dedica sua carreira a compreender os mecanismos biológicos do envelhecimento, buscando entender como é possível viver mais anos com saúde, autonomia e bem-estar. "Defendo que a longevidade deva ser acompanhada da manutenção das capacidades físicas e mentais, e não apenas da extensão da expectativa de vida", ressalta.
Dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que pessoas com 65 anos ou mais representam 10,9% da população brasileira, enquanto no Rio Grande do Sul o índice chega a 14,1% - o maior do País. O presidente do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre, Márcio Pizzato, destaca que diante deste cenário é necessário repensar os modelos de atenção à saúde, considerando o envelhecimento como um fenômeno social e médico de longo prazo.
Conforme Pizzato, a Unimed demonstra um cuidado especial com seus 118 mil clientes com mais de 60 anos, ao implementar um programa de acompanhamento ativo que inclui ligações de verificação, e o envio de profissionais como nutricionistas e fisioterapeutas à casa dos pacientes. "A importância de trazer uma pesquisadora internacional como Linda Partridge é obter referências em doenças como Alzheimer e Parkinson e aprimorar a assistência", destaca.
O presidente  do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre disse que a entidade se preocupa com o envelhecimento da população e dos seus beneficiários. "Temos essa preocupação que é mundial, brasileira e gaúcha. O Rio Grande do Sul tem o maior índice de envelhecimento do País. E precisamos estar preocupados como vamos conduzir para que todos tenhamos uma terceira idade, ou um final de vida com segurança e dignidade", acrescenta. Pizzato destaca que o debate sobre a longevidade é essencial para antecipar soluções e preparar o sistema de saúde para o futuro.
Professora Linda Partridge é uma das maiores referências em envelhecimento e qualidade de vida | DANI BARCELLOS/ESPECIAL/JC
Professora Linda Partridge é uma das maiores referências em envelhecimento e qualidade de vida DANI BARCELLOS/ESPECIAL/JC

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