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Publicada em 10 de Outubro de 2025 às 19:47

Fábrica clandestina de bebidas usava etanol adulterado de postos

Órgão informou que 1,8 mil garrafas foram apreendidas em diversos estabelecimentos

Órgão informou que 1,8 mil garrafas foram apreendidas em diversos estabelecimentos

Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo/Divulgação/JC
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Agências
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou nesta sexta-feira (10) que considera forte a possibilidade de que a origem da contaminação de bebidas com metanol esteja na compra, por falsificadores, de etanol combustível adulterado com metanol.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou nesta sexta-feira (10) que considera forte a possibilidade de que a origem da contaminação de bebidas com metanol esteja na compra, por falsificadores, de etanol combustível adulterado com metanol.
A suspeita é de que o Primeiro Comando da Capital (PCC), investigado por adulterar combustíveis e lavar dinheiro em postos de gasolina, esteja envolvido. "Ou seja, o crime organizado adulterava o etanol para lucrar, e esse etanol contaminado acabou sendo usado por falsificadores de bebidas", disse o secretário de Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite, em entrevista coletiva. 
A pasta informa que os responsáveis podem responder por associação criminosa e até homicídio culposo, e que o Ministério Público deve avaliar as linhas de investigação.  Essa linha de investigação surgiu no rastro do primeiro óbito em São Paulo. No bar que a vítima frequentou, foram apreendidas nove garrafas, oito delas com presença de metanol, variando de 14,6% a 45,1% do conteúdo. 
Segundo a Polícia Técnico-Científica, algumas das garrafas continham apenas metanol, sem presença de álcool etílico. O órgão informou que 1,8 mil garrafas foram apreendidas em diversos estabelecimentos. Destas, 300 já foram periciadas, sendo que cerca de 50% apresentaram de 10% a 45% de metanol.
Em depoimento, o dono do bar confessou que havia comprado as garrafas de uma distribuidora não autorizada, investigada posteriormente e, de acordo com a polícia, utilizava etanol de posto de combustíveis na fabricação irregular das bebidas. "O falsificador foi no posto comprar etanol para falsificar a bebida, e o dono do posto vendeu etanol falsificado com metanol", explicou Derrite.
No final de setembro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, havia dito que o problema das contaminações por metanol em bebidas alcoólicas é "estrutural", não tendo relação com o crime organizado.

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