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Publicada em 05 de Agosto de 2025 às 12:58

Em Porto Alegre, Frente Parlamentar e Arquidiocese lançam campanha por Gaza

Dom Jaime Cardeal Spengler e Pedro Ruas foram responsáveis pelo anúncio

Dom Jaime Cardeal Spengler e Pedro Ruas foram responsáveis pelo anúncio

Cássio Fonseca/Especial/JC
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Cássio Fonseca
Cássio Fonseca
O conflito Israel-Hamas segue com capítulos devastadores de uma guerra que se estende há quase dois anos. E a maior necessidade de ajuda humanitária se encontra na Faixa de Gaza, onde civis passam por situações extremas de fome e desnutrição. É com esse intuito que a Frente Parlamentar Porto Alegre-Palestina e a Arquidiocese da Capital lançaram, nesta terça-feira (5), uma campanha humanitária em prol do povo palestino, na Cúria Municipal.
O conflito Israel-Hamas segue com capítulos devastadores de uma guerra que se estende há quase dois anos. E a maior necessidade de ajuda humanitária se encontra na Faixa de Gaza, onde civis passam por situações extremas de fome e desnutrição. É com esse intuito que a Frente Parlamentar Porto Alegre-Palestina e a Arquidiocese da Capital lançaram, nesta terça-feira (5), uma campanha humanitária em prol do povo palestino, na Cúria Municipal.
A cargo do anúncio, estiveram o vereador e presidente da Frente, Pedro Ruas (PSOL), e o arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Cardeal Spengler. Além do destaque à capacidade de mobilização das partes, os representantes também teceram fortes críticas à postura do exército israelense. “O que está acontecendo naquele pedaço de chão é um genocídio, uma carnificina”, diz Spengler.
Ele frisa que nenhum tipo de terrorismo deve ser tolerado, e classifica o ato como o “grito dos desesperados”. Em alusão aos ataques do dia 7 de outubro de 2023, quando o Hamas lançou uma ofensiva em Israel, o cardeal entende que “tudo isso alcançou uma escala depois de um ato que culminou no assassinato de muitos, mas não é possível compactuar de forma alguma com o que está acontecendo, onde são os mais pobres que sofrem na carne as consequências”.
Ruas, por sua vez, salienta que as vítimas maiores são mulheres, crianças e idosos, em um local “onde não há uma guerra, há um massacre”. O vereador também reforça que a preocupação que leva ao lançamento da iniciativa está na “desnutrição planejada como arma de guerra no estado de Israel”.
A mecânica será de doações via Pix e contou com cerca de dois meses de negociação. O intuito é fornecer alimentos para as pessoas em Gaza, e Spengler detalha o repasse da verba: “Disponibilizamos essa conta bancária em nome da Mitra da Arquidiocese de Porto Alegre. Depois esses valores serão comunicados à Embaixada do Vaticano no Brasil e repassados ao Instituto das Obras Religiosas, que tem sede em Roma e Dali. Por fim, serão destinados ao Patriarcado Latino de Jerusalém, que tem atuação dentro da Faixa de Gaza”.
O arcebispo bateu na tecla da transparência e solicitou um acompanhamento detalhado para uma prestação de contas ao fim da campanha. Questionado sobre uma meta de arrecadação, despistou e disse que “não importa o quanto, e sim a motivação de cada um”. Ele também defendeu o método de pagamento escolhido. “Creio que o Pix, apesar das críticas que temos recebido nesses dias de vozes estranhas, se tornou para nós o meio mais prático, eficiente, rápido e seguro. É uma forma que temos e privilegiamos esta ferramenta, pela questão da transparência."
A arrecadação parte do zero, com promessas de aportes engatilhados, explica Ruas. O presidente da Frente também destaca que o diálogo com a Arquidiocese não foi de convencimento, e sim para estabelecer a melhor forma de levar a ideia adiante.
No lançamento, a Cúria Municipal contou com autoridades e militantes ativos da causa. O principal destaque, recebido por Ruas e cumprimentado por Spengler, foi o ex-governador do Estado, Olívio Dutra (PT).

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