Com o aumento da atividade náutica no Litoral e nas águas interiores durante o verão, a Marinha do Brasil conduz, desde dezembro, a Operação Navegue Seguro, que segue até 15 de março. A ação, voltada à segurança da navegação, já realizou 848 abordagens e emitiu 27 notificações nos municípios sob jurisdição da Capitania Fluvial de Porto Alegre. Os números, que apontam para uma baixa taxa de irregularidades, são vistos como reflexo das fiscalizações constantes e da crescente conscientização dos condutores sobre as normas de segurança.
O Capitão dos Portos de Porto Alegre, Flávio Firmino dos Santos, responsável pela fiscalização de 382 municípios — abrangendo 77% do território gaúcho — explica que a operação tem como foco a inspeção de embarcações de esporte, recreio e pesca para garantir o cumprimento das normas da Autoridade Marítima Brasileira.
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"As ações ocorrem diariamente e incluem a verificação da documentação do condutor e da embarcação, além da checagem de itens essenciais, como coletes salva-vidas e extintores de incêndio. Tudo que identificamos como necessário para que haja segurança", afirma. O combate à navegação sob efeito de álcool também é prioridade e as equipes utilizam etilômetros para identificar condutores alcoolizados, da mesma forma como ocorre no trânsito de veículos automotores.
Além da fiscalização, a operação tem um forte caráter educativo. São realizadas campanhas em clubes náuticos, marinas e colônias de pescadores para disseminar boas práticas de navegação. Em parceria com o Ministério do Turismo, foi lançado o aplicativo NaveSeg, disponível para Android e iOS, que permite aos condutores registrar trajetos e manter as autoridades informadas sobre suas viagens.
A infraestrutura local também tem recebido atenção extra neste verão. As enchentes de 2024 causaram assoreamento em pontos críticos do Guaíba, mas a dragagem em andamento busca garantir a navegabilidade nos canais afetados. Segundo Santos, a recuperação desses trechos é essencial para embarcações de maior porte, já que no ano passado houve registros de encalhamentos.
A infraestrutura local também tem recebido atenção extra neste verão. As enchentes de 2024 causaram assoreamento em pontos críticos do Guaíba, mas a dragagem em andamento busca garantir a navegabilidade nos canais afetados. Segundo Santos, a recuperação desses trechos é essencial para embarcações de maior porte, já que no ano passado houve registros de encalhamentos.
"A responsabilidade pelo desassoreamento e da navegação é da autoridade portuária, a Portos RS, que realiza a dragagem, a sinalização e opera os portos do Estado. Essa dragagem começou no canal de Itapuã e avançará para outros pontos críticos. Alguns navios de maior porte tiveram restrições, e há uma licitação em andamento para regularizar a navegação", explica.