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Publicada em 25 de Janeiro de 2025 às 12:51

Sociedade de Oftalmologia do RS alerta para o perigo de colírios ilegais

A recomendação da Sorigs é que os consumidores procurem orientação profissional antes de utilizar qualquer tipo de colírio

A recomendação da Sorigs é que os consumidores procurem orientação profissional antes de utilizar qualquer tipo de colírio

Banco de imagens/Divulgação/JC
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O aumento significativo na venda de colírios sem registros anunciados na internet, com propagandas atraentes em sites e redes sociais como "milagrosos", preocupa a Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Sul (Sorigs). A entidade alerta sobre os sérios riscos presentes na automedicação e na falta de regulamentação destes supostos medicamentos que, portanto, são ilegais.LEIA TAMBÉM: Exposição solar e o perigo para os olhos
O aumento significativo na venda de colírios sem registros anunciados na internet, com propagandas atraentes em sites e redes sociais como "milagrosos", preocupa a Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Sul (Sorigs). A entidade alerta sobre os sérios riscos presentes na automedicação e na falta de regulamentação destes supostos medicamentos que, portanto, são ilegais.

LEIA TAMBÉM: Exposição solar e o perigo para os olhos
São produtos que, na maioria, utilizam-se de depoimentos fictícios para impulsionar as vendas, prometendo curar as doenças oculares, tratar de alergias, melhorar a visão sem óculos, clarear a esclera e até substituir cirurgias. Porém, especialistas em oftalmologia chamam a atenção para o uso sem prescrição médica que pode causar danos graves à saúde ocular, incluindo a cegueira irreversível.

A recomendação da Sorigs é que os consumidores procurem orientação profissional antes de utilizar qualquer tipo de colírio, além de evitar a compra daqueles cuja propaganda promete resultados sem a comprovação científica. Muitos desses itens possuem apenas indicação terapêutica, mas, para serem comercializados como medicamentos, necessitariam de regularização na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Na grande parte, vendidos na internet, são colírios sem registro na Anvisa que prometem resultados rápidos e soluções duvidosas para problemas oculares sem a necessidade de consulta médica”, a explicação é do médico oftalmologista Bruno Schneider de Araujo, presidente da Sorigs. Ele também aponta que somente medicamentos registrados garantem qualidade e segurança.

Entre os principais riscos associados ao uso desses colírios ditos milagrosos, destacam-se: infecções oculares graves (ceratites e conjuntivites químicas); fórmula contendo substâncias tóxicas ou irritantes que podem causar danos irreversíveis à córnea e esclera; além do retardo no diagnóstico de doenças graves (glaucoma e catarata) devido ao alívio sintomático momentâneo.

Em caso de exposição a esses produtos e a apresentação de qualquer sintoma ocular — vermelhidão, dor ou dificuldade visual —, o presidente da entidade indica que o paciente consulte um oftalmologista. E reforça que a compra deve ser realizada apenas em farmácias confiáveis e regulamentadas: “Os colírios são medicamentos que devem ser utilizados com cautela e sob orientação médica, a utilização sem orientação profissional também pode prejudicar o tratamento”.

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