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Publicada em 21 de Janeiro de 2025 às 19:28

Maternidade do Hospital Mãe de Deus segue sem data para reabertura

Centro Obstétrico está fechado desde a enchente de maio

Centro Obstétrico está fechado desde a enchente de maio

Tânia Meinerz/JC
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Gabriel Margonar
Gabriel Margonar Repórter
Oito meses após ser fechada em razão da enchente histórica de maio de 2024, a maternidade do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, segue sem previsão de reabertura. Na ocasião, o bairro Menino Deus foi duramente atingido pelas águas, forçando a evacuação emergencial de pacientes e funcionários. Embora a casa de saúde tenha retomado as operações em 1º de junho, o setor obstétrico permanece inativo, sendo o único serviço que ainda não voltou a operar.
Agora, mesmo sem prazo definido, a assessoria de imprensa do hospital informou que a expectativa é de reabrir a maternidade até o final deste ano. A interrupção dos serviços se deu porque, para viabilizar a volta dos atendimentos gerais, os serviços e equipamentos localizados no subsolo, que ficou submerso, foram transferidos para o terceiro andar, onde antes funcionava o Centro Obstétrico.
O fechamento da setor agravou o déficit de leitos do tipo na Capital: o Hospital Mãe de Deus oferecia 18 leitos obstétricos e 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal na rede privada. Isso gerou certa sobrecarga em outras instituições, como o Divina Providência, o Moinhos de Vento e a Santa Casa de Misericórdia. Atualmente, Porto Alegre dispõe de 232 leitos obstétricos na rede pública e 117 na privada.
Em entrevista recente ao Jornal do Comércio, Marcelo Matias, presidente recém-eleito do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), destacou o impacto dessa perda para o sistema de saúde da cidade. “Esse processo afetou tanto o sistema público quanto o privado, gerando sobrecarga nos hospitais que permaneceram abertos. Um hospital não é completo sem atender a todas as etapas da vida, desde o nascimento até a terminalidade. A presença de uma maternidade garante que o hospital cumpra sua função em plenitude", afirmou.
Ele também alertou para os riscos associados à demora na reabertura. “A ausência de maternidades compromete a segurança do atendimento, especialmente em situações de sobrecarga, aumentando os riscos para pacientes e médicos. Há uma expectativa pela reativação da maternidade do Hospital Mãe de Deus, mas ainda não está claro como isso será concretizado.”
LEIA TAMBÉM: Fechamento da maternidade do Hospital Mãe de Deus sobrecarrega ainda mais o sistema

De acordo com o Simers, em uma reunião realizada no final do ano passado, foi prometido que a reabertura ocorreria ainda no primeiro trimestre de 2025. A reportagem questionou o Hospital Mãe de Deus sobre os motivos para a demora, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.

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