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Publicada em 02 de Novembro de 2024 às 13:11

Dia de Finados movimenta cemitérios de Porto Alegre

No Cemitério Santa Casa, estima-se que mais de 5 mil pessoas devam prestar suas homenagens ao longo do dia

No Cemitério Santa Casa, estima-se que mais de 5 mil pessoas devam prestar suas homenagens ao longo do dia

TÂNIA MEINERZ/JC
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Maria Amélia Vargas
Maria Amélia Vargas Repórter
Como de costume, os sepulcrários de Porto Alegre receberam um grande número de pessoas no Dia de Finados. Apesar de o 2 de Novembro ter caído em um sábado, o céu carregado de nuvens cinzas espantou alguns possíveis visitantes, mas Cemitério Santa Casa teve uma circulação maior do que nos demais fins de semana.
Como de costume, os sepulcrários de Porto Alegre receberam um grande número de pessoas no Dia de Finados. Apesar de o 2 de Novembro ter caído em um sábado, o céu carregado de nuvens cinzas espantou alguns possíveis visitantes, mas Cemitério Santa Casa teve uma circulação maior do que nos demais fins de semana.
O coordenador administrativo do local, Severo Pereira, estima que o efeméride supere a média diária de 5 mil visitantes/dia, “mas, em virtude do tempo um pouco fechado, talvez hoje venha menos do que esperávamos”. Ainda assim, as atividades programadas para receber aos cidadãos em busca de homenagear os já se foram atraem muitos saudosos.
Pela manhã, além de apresentações musicais, ocorre a tradicional Missa Campal celebrada pelo arcebispo metropolitano Dom Jaime Spengler. À tarde, entre outras ações, é realizada uma Caminhada Cultural para apresentar os aspectos históricos e artísticos da fabricação de monumentos funerários e trajetórias de personalidades que marcaram a história da cidade.
Entre as celebridades que descansam no Cemitério da Santa Casa, a historiadora do Centro Histórico-Cultural Santa Casa, Gabriela Portela Moreira, destaca famílias importantes na história da Capital, como os Chaves Barcelos e os Mostardeiros. Ela aponta também o ex-governante do Rio Grande do Sul Julio de Castilhos, o político Otávio Rocha e o músico Teixeirinha.
“A novidade é que agora temos um mapa com as localizações dos monumentos funerários, placas com informações sobre cada um deles e QR Codes por meio dos quais o visitante é dirigido para o nosso site e pode obter informações mais detalhadas”, revela a historiadora.
 
Valdo Domingues, junto à lapide de Teixeirinha. Cemitério da Santa Casa de Porto Alegre | TÂNIA MEINERZ/JC
Valdo Domingues, junto à lapide de Teixeirinha. Cemitério da Santa Casa de Porto Alegre TÂNIA MEINERZ/JC
Diante do túmulo do cantor, compositor, radialista e cineasta brasileiro, o pedreiro Valdo Domingues, de 73 anos, fez uma breve oração ao ídolo antes de conversar com a equipe do Jornal do Comércio. “Todo ano eu visito meus parentes aqui e dou uma passada no jazigo do Teixeirinha. Nas nossas reuniões de família, a gente gostava muito de cantar e tocar as músicas dele”, lembra.
Fernando Sarmento Leite Barcellos junto à lapide de seu vô. Cemitério da Santa Casa de Porto Alegre | TÂNIA MEINERZ/JC
Fernando Sarmento Leite Barcellos junto à lapide de seu vô. Cemitério da Santa Casa de Porto Alegre TÂNIA MEINERZ/JC
O neto do médico Sarmento Leite, que foi um dos fundadores da Faculdade Livre de Medicina de Porto Alegre (atual Faculdade de Medicina da UFRGS), também aproveitou o dia para honrar a memória do avô ilustre. Para o empresário Fernando Sarmento Leite Barcellos, de 73 anos, esta é uma forma de aplacar a saudade. “Além dele, também estão enterrados aqui meu pai e minha mãe. E quando eu venho, relembro de coisas desde a infância, da convivência, daqueles almoços de família nos fins de semana”, recorda Barcellos.
 
Renato Manoel Francisco à lapide de familiares. Cemitério da Santa Casa de Porto Alegre | TÂNIA MEINERZ/JC
Renato Manoel Francisco à lapide de familiares. Cemitério da Santa Casa de Porto Alegre TÂNIA MEINERZ/JC
Renato Manoel Francisco cuida com carinho das lápides de parentes, às quais visita todo ano
Da mesma forma, o serralheiro Renato Manoel Francisco, de 83 anos, aproveitou o momento para reverenciar a esposa, o pai e os irmãos que estão enterrados lá. Com a ajuda de uma escada, para alcançar as lápides mais altas, ele contou que vai todos os anos nessa época, faz uma limpeza e coloca flores para eles “como uma oferenda de carinho”.
Assim como ele, muitas pessoas investem em presentes e cuidados aos últimos lares de entes queridos. A proprietária da floricultura em frente ao cemitério Karina Araújo comemora o aumento das vendas nos Finados. Apesar de perceber uma redução nas visitações a cada novo ciclo, ela espera vender 30% a mais do que os 2 mil buquês vendidos em 2023. “E não é só no dia 2, mas ontem, por exemplo, tivemos muita procura. Acredito que hoje e amanhã será igual”, espera a comerciante.

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