Conforme o diagnóstico, feito a partir das respostas de 76,65% dos municípios gaúchos (os demais não responderam), 14.829 pessoas adultas vivem em situação de rua no Estado. Além de Pelotas, onde há divergências, as maiores populações se concentram em Capão da Canoa (668), Gravataí (799), Canoas (1.311), Caxias do Sul (1.497) e Porto Alegre (2.371). Entre as cidades de grande porte, Viamão foi a única que não respondeu.
Referente a crianças e adolescentes, o diagnóstico indica que 365 estão em situação de rua, sendo que o maior volume está na Capital. Ainda, o levantamento apontou que 131 famílias vivem nas ruas, a maioria delas também em Porto Alegre (28), além de Santa Maria (25), Bento Gonçalves (22) e Pelotas (10).
De todas essas pessoas, 34,63% (5.136) foram encontradas de modo sistemático na rua e 35,21% (5.222) são itinerantes. A concentração maior está na Região Metropolitana de Porto Alegre. Dos municípios que enviaram as respostas, 286 (correspondente a 75,06%) informaram não ter nenhuma pessoa em situação de rua.
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O diagnóstico é resultado do compilado de dados obtidos por meio de um formulário eletrônico distribuído pelo MP-RS, com o apoio do governo do Estado, da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e movimentos sociais, para todos os municípios do Estado. As informações são de antes das enchentes de maio.