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Publicada em 17 de Julho de 2024 às 15:22

Recuperação do Aeroporto Salgado Filho deve custar R$ 700 milhões

Para reabertura em outubro, 2.000m da pista precisam ser reconstruídos

Para reabertura em outubro, 2.000m da pista precisam ser reconstruídos

TÂNIA MEINERZ/JC
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Para que a reabertura parcial do Aeroporto Internacional Salgado Filho ocorra em outubro, 2 mil metros da pista de pousos e decolagens precisam ser reconstruídos. Juntamente com o prazo para retomada das operações, a Fraport Brasil - empresa que administra o aeroporto - entregou o estudo de avaliação da pista, em reunião realizada em Brasília nesta semana. A reabertura total está prevista para dezembro.O diagnóstico foi realizado a partir de um conjunto de testes para avaliar a integridade da pista de pousos e decolagens, que ficou submersa por 23 dias, devido às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. As obras de recuperação da estrutura do aeroporto, incluindo a pista está estimada em R$ 700 milhões.Os resultados, elaborados ao longo dos últimos 45 dias, apontaram a necessidade de reconstrução parcial da pista de pouso e decolagem. Na parte antiga da pista, em 2 mil metros, a placa de concreto que fica na base da estrutura foi preservada. Porém, as camadas superiores, até o pavimento, foram comprometidas. Será necessário então retirar em torno de 45cm da camada de asfalto para a intervenção de recuperação.
Para que a reabertura parcial do Aeroporto Internacional Salgado Filho ocorra em outubro, 2 mil metros da pista de pousos e decolagens precisam ser reconstruídos. Juntamente com o prazo para retomada das operações, a Fraport Brasil - empresa que administra o aeroporto - entregou o estudo de avaliação da pista, em reunião realizada em Brasília nesta semana. A reabertura total está prevista para dezembro.

O diagnóstico foi realizado a partir de um conjunto de testes para avaliar a integridade da pista de pousos e decolagens, que ficou submersa por 23 dias, devido às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. As obras de recuperação da estrutura do aeroporto, incluindo a pista está estimada em R$ 700 milhões.

Os resultados, elaborados ao longo dos últimos 45 dias, apontaram a necessidade de reconstrução parcial da pista de pouso e decolagem. Na parte antiga da pista, em 2 mil metros, a placa de concreto que fica na base da estrutura foi preservada. Porém, as camadas superiores, até o pavimento, foram comprometidas. Será necessário então retirar em torno de 45cm da camada de asfalto para a intervenção de recuperação.
Na parte nova da pista, inaugurada em 2022, uma extensão de 500m ficou submersa, porém, com impacto menor. Nela, será necessária a recuperação da camada de asfalto, com a retirada e recuperação em torno de 15cm desse trecho. As cabeceiras da pista, que apresentam diferentes composições no solo, foram preservadas.

Já as faixas preparadas, localizadas ao lado da pista e fundamentais para a operação de voos, não foram comprometidas. A iluminação da pista, tanto lateral como central foram recuperadas e estão em condições para pousos visuais, assim que as subestações de energia elétrica, que foram comprometidas com a enchente, forem recuperadas.

A substituição de peças e componentes para viabilizar a recuperação e reutilização das subestações já foi iniciada no início de julho. A limpeza e avaliação dos equipamentos e infraestrutura teve início assim que foi possível acessar o local. Enquanto a Fraport aguardava o fim dos 45 dias de testes, a empresa foi em busca de parceiros e fornecedores para que, assim que tivesse o estudo em mãos, pudesse iniciar os trabalhos de recuperação.

Com os avanços foi possível retomar o atendimento aos passageiros para procedimentos de check-in, despacho de bagagens, embarques e desembarques no aeroporto no dia 15 de julho. Os voos seguem ocorrendo a partir da Base Aérea de Canoas.

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