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Publicada em 17 de Junho de 2024 às 13:20

Brigada Militar retira famílias que ocuparam prédio no Centro Histórico de Porto Alegre

O prédio fica entre a Júlio de Castilhos e a avenida Mauá

O prédio fica entre a Júlio de Castilhos e a avenida Mauá

Instagram/Reprodução/Jc
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Arthur Reckziegel
Arthur Reckziegel Repórter
A Brigada Militar foi acionada no domingo (16) para retirar as 100 famílias que estavam abrigadas em um prédio no Centro Histórico de Porto Alegre. A ocupação Sarah Domingues, batizada em homenagem a estudante de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS assassinada em janeiro na Ilha das Flores, teve inicio na madrugada do próprio do domingo, tendo duração de apenas algumas horas. O prédio fica entre a Júlio de Castilhos e a avenida Mauá, no centro da cidade. 
A Brigada Militar foi acionada no domingo (16) para retirar as 100 famílias que estavam abrigadas em um prédio no Centro Histórico de Porto Alegre. A ocupação Sarah Domingues, batizada em homenagem a estudante de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS assassinada em janeiro na Ilha das Flores, teve inicio na madrugada do próprio do domingo, tendo duração de apenas algumas horas. O prédio fica entre a Júlio de Castilhos e a avenida Mauá, no centro da cidade. 
A ocupação foi organizada pela Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e seria uma resposta à negligência política que exacerbou os impactos das enchentes em 46 bairros da Capital, afetando 157 mil pessoas.
De acordo com a coordenadora do MLB, Priscila Voigt, o prédio já estava desocupado há 11 anos. Ela afirma que as famílias que ali estavam eram, majoritariamente, moradores dos bairros Humaitá e Sarandi em Porto Alegre e também da cidade de Eldorado do Sul, que estavam em abrigos. 
"Eles não tinham nenhum mandado de reintegração, chegaram arrombando a porta e jogando spray de pimenta. Muitas crianças, que estavam no local, acabaram passando mal. Não teve nenhuma negociação, saímos pacificamente do prédio", relata Priscila. 
Ela ainda afirma que ao sair, todos foram revistados, inclusive as crianças e os adolescentes. As famílias decidiram em conjunto, não se identificar e tiveram de ser encaminhadas em sua totalidade ao Palácio da Polícia. "Por conta disso, ficamos horas na chuva, inclusive os idosos. Não houve nem possibilidade de negociação, as famílias não tiveram pra onde ir. Queriam colocá-las nos mesmos abrigos que já estão superlotados", descreve. 
As pessoas foram realocadas em outras ocupações do MLB, na casa de parentes e alguns ainda tiveram que retornar para as casas que foram destruídas pela enchente. "Na prática, essas pessoas continuam na rua, continuam sem casa e sem nenhuma perspectiva de moradia", aponta a coordenadora do MLB. 

O que diz a Brigada Militar 

A Brigada Militar foi acionada, na manhã deste domingo (16), para atuar na retirada de invasores de um prédio público estadual, localizado na avenida Júlio de Castilhos, centro de Porto Alegre.

A retirada foi realizada de forma pacífica e dentro das normas procedimentais após negociação com os manifestantes.

No início da ocorrência houve a tentativa de negociação, solicitando aos envolvidos a identificação para que pudessem ser liberados, inclusive com a oferta de apoio para deslocamento aos seus destinos, negociação que restou sem sucesso.

Os invasores se negaram a serem identificados, optando por serem conduzidos à 2º Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento para assinarem a um termo circunstanciado e posterior liberação.

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