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Publicada em 10 de Maio de 2024 às 22:43

Porto Alegre cria abrigo exclusivo para mulheres na Zona Leste da Capital

Abrigo exclusivo para mulheres no bairro Partenon não receberá crianças

Abrigo exclusivo para mulheres no bairro Partenon não receberá crianças

Jürgen Mayrhofer/Governo RS/JC
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Gabriel Dias
A prefeitura de Porto Alegre, em parceria com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do estado (TJ-RS), anunciou a criação de um abrigo exclusivo para mulheres. O local escolhido é o Foro Regional do Partenon, na Zona Leste da Capital. A iniciativa surgiu após a prisão de seis pessoas na Região Metropolitana por suspeita de estupro dentro de abrigos que acolhem as famílias vítimas pelas enchentes que atingiram o Estado.Segundo a Corregedoria-Geral da Justiça, o espaço foi inteiramente cedido para a construção de um alojamento. O judiciário está trabalhando para organizar o local para receber o quanto antes os materiais e as pessoas. Ficará a cargo do município fazer as articulações logísticas e pelo funcionamento do abrigo. Questionado sobre a presença de mulheres com filhos, o TJ-RS, através da sua assessoria, informou que não receberá crianças.
A prefeitura de Porto Alegre, em parceria com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do estado (TJ-RS), anunciou a criação de um abrigo exclusivo para mulheres. O local escolhido é o Foro Regional do Partenon, na Zona Leste da Capital. A iniciativa surgiu após a prisão de seis pessoas na Região Metropolitana por suspeita de estupro dentro de abrigos que acolhem as famílias vítimas pelas enchentes que atingiram o Estado.

Segundo a Corregedoria-Geral da Justiça, o espaço foi inteiramente cedido para a construção de um alojamento. O judiciário está trabalhando para organizar o local para receber o quanto antes os materiais e as pessoas. Ficará a cargo do município fazer as articulações logísticas e pelo funcionamento do abrigo. Questionado sobre a presença de mulheres com filhos, o TJ-RS, através da sua assessoria, informou que não receberá crianças.
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A preocupação com a segurança das mulheres nos alojamentos surge após denúncias de crimes cometidos nos locais reservados para os desabrigados. Seis casos de estupros foram identificados pela Brigada Militar dentro de abrigos, sendo quatro na Capital. Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (10), o governador Eduardo Leite garantiu que a administração estadual está tomando providências para coibir as ações criminosas.

A presidente da Procempa, Letícia Batistela, afirmou que foram contratados agentes da segurança privada para atuar em 140 abrigos de Porto Alegre, um deles sendo o do Foro Regional do Partenon. Letícia apontou ainda que o poder Executivo trabalha para fazer com que os agentes estejam 24h presentes para garantir o bem-estar das desabrigadas.
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Ainda não há previsão para a abertura do novo abrigo e não há estimativa da capacidade que o local suporta. A prefeitura da Capital afirma que 13.175 pessoas estão refugiadas em um dos 144 pontos de acolhimento. Com o alto contingente, não há como estimar quantas mulheres seriam realocadas na Zona Leste da cidade.

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