De acordo com o psicólogo especializado em TEA, Maurício Torrada Pereira, uma das grandes mudanças no tratamento do autismo na atualidade está na possibilidade de um diagnóstico precoce do transtorno, ainda na primeira infância. Segundo ele, antigamente isso ocorria em menor frequência.
“Se bem diagnosticados, no tempo certo e com uma avaliação correta, as crianças atípicas terão todas as chances de se tornarem adultos de sucesso, com grandes possibilidades profissionais e pessoais”, detalha.
Porém, mesmo entre aqueles não diagnosticados na infância, nunca é tarde para receber o laudo. Esse é o caso de Dystéfano Bubols dos Santos, de 27 anos. Em 2023, aos 26 anos de idade, o tatuador se descobriu autista de nível de suporte 2, após uma colega de trabalho comentar sobre como era realizado o teste.
“Durante as sessões, ela sempre comentava sobre como estava sendo se entender como possível autista. Observando tudo o que era dito, decidi fazer o teste também, para desencargo de consciência, pois me sentia bem parecido. Então, acabou dando o resultado positivo também.
Conforme relata, ele sempre apresentou dificuldades em quesitos associados ao Transtorno do Espectro Autista, porém, acreditava que eram situações que poderiam ser tratadas com terapia comum. Após o diagnóstico, as dificuldades se mantiveram, mas, de uma forma mais fácil de lidar.
“Continuo tendo algumas questões mas, agora que sei de onde vem, tenho mais facilidade em me respeitar. Mesmo assim, é difícil receber o respeito de volta, pois muitas pessoas não acreditam nos sintomas, mesmo com o laudo. O mundo não foi criado nem moldado para pessoas deficientes, principalmente em relação as deficiências invisíveis”, finaliza.