Novos casos da caso da subvariante Ômicron EG.5 da Covid-19 seguem se espalhando pelo Brasil. Nesta quarta-feira (30), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro confirmou o primeiro na cidade, atestada pelo laboratório de sequenciamento genético da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Trata-se de um paciente do sexo masculino, de 46 anos de idade, que apresentou sintomas leves, manteve isolamento domiciliar e não apresenta mais sintomas. Enquanto isso, o Rio Grande do Sul segue sem identificar casos.
O homem carioca não tem histórico de viagem, o que indica que há transmissão local dessa linhagem. De acordo com a secretaria, o paciente não havia tomado a dose de reforço com a bivalente contra o coronavírus, o que reforça a recomendação para que todas as pessoas maiores de 12 anos de idade realizem a dose de reforço, que mantém a proteção contra casos graves da variante Ômicron.
Enquanto isso, o Rio Grande do Sul segue sem nenhum caso registrado da nova subvariante. O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) da Secretaria da Saúde (SES) permanece monitorando a situação por meio da vigilância genômica em todo o Estado.
Especialistas têm alertado para um possível aumento no número de casos de Covid-19 no Brasil nos próximos meses, como ocorreu em mais de 50 países, com a chegada da Éris. Altamente contagiosa, a subvariante se dissemina mais rapidamente do que a variante Ômicron (da qual se origina), sem, no entanto, levar a casos mais graves. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica-a como "variante de interesse".
No momento, o cenário da Covid-19 no Estado é estável. Entre 28 e 29 de agosto, foram registrados 36 novos casos em todo o Rio Grande do Sul, sem nenhum óbito confirmado. No total, há 472 casos em acompanhamento. "O Estado tem uma vigilância genômica ativa e bastante robusta", afirma a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE), Roberta Vanacor.
As análises genômicas são realizadas a partir de amostras genéticas obtidas em hospitalizações, casos graves, óbitos e monitoramento de síndrome gripal, avaliadas em conjunto com dados clínicos e epidemiológicos. As informações são compartilhadas com as diferentes instâncias da gestão da saúde no Estado e subsidiam as decisões sobre as medidas de controle do vírus.


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