O Ministério da Saúde confirmou na quinta-feira (17) o primeiro caso da variante EG.5 da Covid-19, apelidada de Éris. A paciente infectada reside em São Paulo, é uma mulher de 71 anos, mas já se encontra curada da doença. A Sociedade Brasileira de Infectologia emitiu nota, no mesmo dia, avaliando que a EG.5, monitorada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda não modificou o cenário epidemiológico no Brasil.
Segundo a entidade, a Éris foi inicialmente detectada em fevereiro de 2023. Desde então, os casos associados à variante vêm aumentando. Recentemente, dados indicaram que os diagnósticos de coronavírus cresceram 80% em todo o mundo, mas a mortalidade continua em queda, com uma redução de 57% das mortes. A entidade de saúde já havia afirmado, em 9 de agosto, que a Éris tinha uma maior capacidade de transmissão, mas não representava, até o momento, uma ameaça mais séria à saúde pública.
No Rio Grande do Sul, a Secretaria da Saúde ainda não informou se já foi detectado algum caso no Estado. A infectologista da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Patrícia Fernandes, comenta sobre a nova variante. “As pessoas não precisam ficar com medo, mas buscar a vacinação completa e manter os cuidados”. É indicado o isolamento social se houver sintomas, e também o uso de máscaras, além de manter a higienização das mãos.
A infectologista conta que no HCPA ainda não registrou nenhum caso da variante Éris, e o hospital também não recebeu aviso ou orientação das secretarias de saúde do Estado, nem do município. Patrícia comenta que as vacinas atuais ainda combatem a doença, mas é preciso atualizar os imunizantes com o novo código genético da variante.
No Rio Grande do Sul, assim como na maior parte do País, os índices de vacinação estão abaixo do esperado, apenas 56,3% da população gaúcha está com todas as doses completas. O Ministério da Saúde ressalta a importância de se vacinar, além de reforçar que existem outras formas não farmacológicas de proteção.
Relembre os cuidados e sintomas
Sintomas comuns:
- Coriza;
- Tosse;
- Dor de garganta;
- Dificuldade para respirar.
Nos casos mais graves:
- Febre alta;
- Aumento dos batimentos cardíacos (taquicardia);
- Dor no peito;
- Cansaço;
- Falta de ar;
- Pneumonia;
- Insuficiência respiratória aguda;
- Insuficiência renal.
Formas de contágio:
- Gotículas de saliva;
- Espirro;
- Tosse;
- Catarro;
- Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
- Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.


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