A família Mignoni, fundadora do Armazém dos Importados (@armazemdosimportados), investiu R$ 1,6 milhão na unificação de suas operações em um complexo de 840 m² na rua Anita Garibaldi, no bairro Mont'Serrat. O empreendimento, que surgiu em 1998 criado pelo casal Romeu e Fátima, agora tem um complexo que reúne empório, com cestas para presentear e produtos de delicatessen, a matriz administrativa, uma vasta adega com milhares de rótulos de vinho e o recém-inaugurado Rompeto Cozinha e Vinho (@rompeto.restaurante), restaurante e wine bar voltado à enogastronomia.
O nome da casa resgata a marca do vinho artesanal feito na década de 1990 pelos amigos Romeu, Pedro e Ulisses — resgatando as primeiras sílabas, formam Rompeto —, que retornará ao mercado em novembro com rótulos em tinto e branco.
A consolidação no novo endereço substitui o antigo endereço na avenida Lucas de Oliveira e marca uma reestruturação estratégica nos negócios iniciados nos anos 1990. Atualmente, Henrique e o irmão Rômulo tocam o negócio ao lado dos pais. A família mantém outras unidades no Moinhos de Vento e em Xangri-Lá, com maior presença no B2B, distribuindo vinhos para restaurantes e lojistas em todo o Estado.
A consolidação no novo endereço substitui o antigo endereço na avenida Lucas de Oliveira e marca uma reestruturação estratégica nos negócios iniciados nos anos 1990. Atualmente, Henrique e o irmão Rômulo tocam o negócio ao lado dos pais. A família mantém outras unidades no Moinhos de Vento e em Xangri-Lá, com maior presença no B2B, distribuindo vinhos para restaurantes e lojistas em todo o Estado.
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O salão principal tem capacidade para 56 pessoas
Agência Tweed/Divulgação/JC
Conforme Henrique, a origem do rótulo remete aos fins de semana do fim dos anos 1990, quando a produção ocorria de forma artesanal e sem fins comerciais na Zona Sul de Porto Alegre.
"Tinha 10 anos e me recordo deles fazendo vinho na casa dos meus pais. Era um evento para a criançada, com o cheiro das uvas e todo o processo de esmagá-las. Eles faziam por hobby, nunca venderam os vinhos, que eram todos consumidos — ainda restam pouquíssimas garrafas", lembra.
"Tinha 10 anos e me recordo deles fazendo vinho na casa dos meus pais. Era um evento para a criançada, com o cheiro das uvas e todo o processo de esmagá-las. Eles faziam por hobby, nunca venderam os vinhos, que eram todos consumidos — ainda restam pouquíssimas garrafas", lembra.
Tudo em um lugar só
A decisão de integrar o restaurante à loja veio da busca por uma experiência completa ao cliente em torno do vinho e da hospitalidade.
"Já tínhamos uma estrutura reduzida de wine bar, e acreditamos que a gastronomia tem tudo a ver com os vinhos. Por isso, investimos no restaurante para oferecer uma experiência completa ao cliente", explica o empresário.
"Já tínhamos uma estrutura reduzida de wine bar, e acreditamos que a gastronomia tem tudo a ver com os vinhos. Por isso, investimos no restaurante para oferecer uma experiência completa ao cliente", explica o empresário.
A família também tem lojas no Moinhos de Ventos e em Xangri-Lá
Agência Tweed/Divulgação/JC
O ambiente, de acordo com o sócio, procura trazer conforto, por isso usa tapetes, luz baixa e até mesmo uma fatiadora manual de frios da marca italiana Berkel em evidência no meio ao salão — a peça pertence ao acervo particular de Henrique, que a restaurou, e permite aos clientes ver os embutidos sendo fatiados na hora.
A máquina italiana foi restaurada por Henrique, e chama a atenção da clientela
Agência Tweed/Divulgação/JC
A gastronomia é comandada pela chef Isabella Dalcin, com menu de inspiração europeia. "A gente comunica como Velho Mundo, porque acredita que tem oportunidades de harmonizações muito boas com a nossa adega", pontua Henrique.
A gestão operacional e do salão fica a cargo da sommelier e gerente Lina Marin, profissional nascida na Moldávia e vinda da operação mantida pelo grupo em Portugal, a Fermentuition.
No bar, o bartender Victor de Lucca desenvolve drinks clássicos e receitas autorais sazonalmente, com ingredientes como sorbet de bergamota e conserva de tomate-cereja.
Adega com mais de 2 mil rótulos
Com a nova sede, a empresa incorporou mais de 700 novos rótulos ao seu catálogo, alcançando a marca de mais de 2,3 mil rótulos de vinhos de 192 produtores diferentes em estoque. O grupo é representante exclusivo da importadora Decanter no Estado e distribui marcas nacionais de relevância como Pizzato, Guatambu e Lídio Carraro. Segundo Henrique, a curadoria da adega é adepta e incentiva a nova geração de viticultores gaúchos.
A marca é adepta e incentiva a nova geração de viticultores gaúchos
Agência Tweed/Divulgação/JC
"A gente busca vinhos que representem o seu terroir e sejam referências na sua região. O cenário de vinhos nacionais, principalmente gaúchos, está bastante efervescente. Tem jovens se envolvendo novamente na parte de produção de vinho, gente muito boa que foi estudar no exterior e volta com novidades boas, bem executadas e realmente relevantes para o cenário", destaca.
Endereço e horário de funcionamento
A nova sede fica na rua Anita Garibaldi, nº 448, e abre de segunda a sábado, das 9h às 21h; já o Rompeto funciona de terça a sábado, com bar de terça a quinta, das 17h às 22h30min, e de sexta a sábado, das 12h às 23h; jantar de terça a quinta, das 19h às 22h30, e de sexta a sábado, das 19h às 23h; e almoço às sextas e sábados, das 12h às 15h. A loja de vinhos também encontra-se na rua Padre Chagas, nº 171, onde fica a Enoteca Decanter. Em Xangri-Lá, a unidade fica na avenida Paraguassu, nº 2110.

