Júlia Fernandes Repórter


Negócios

Marca gaúcha quer revolucionar o uso da farofa além do churrasco

El Capitan quer redefinir o papel da farofa no mercado brasileiro
A farofa costuma ocupar um lugar quase automático ao lado do churrasco, especialmente no Rio Grande do Sul. Para a El Capitan, marca de farofas e produtos para churrasco, o acompanhamento pode ir muito além da carne assada. Liderada pelo economista André Ferrari e por Cris Mendes, a marca quer ampliar os espaços ocupados pelo produto e levá-lo a diferentes pratos e ocasiões.

A aposta parte de um alimento que os empreendedores enxergam como essencialmente brasileiro. “A farofa é considerada a rainha do Brasil. É o alimento mais brasileiro que existe, que é o único produto que literalmente une o Brasil de Norte a Sul. Todos os estados brasileiros consomem farofa, cada um à sua maneira”, afirma Cris. No Rio Grande do Sul, a combinação mais tradicional é com churrasco. É dessa associação que a El Capitan construiu sua identidade.

Hoje, a empresa trabalha com oito versões de farofa, considerando os produtos licenciados de Grêmio e Inter, além de quatro geleias — bacon, cebola, pimenta e pimenta defumada —, sais e fumaça líquida. Os campeões de venda são as farofas de cebola e a geleia de pimenta defumada.
A farofa costuma ocupar um lugar quase automático ao lado do churrasco, especialmente no Rio Grande do Sul. Para a El Capitan, marca de farofas e produtos para churrasco, o acompanhamento pode ir muito além da carne assada. Liderada pelo economista André Ferrari e por Cris Mendes, a marca quer ampliar os espaços ocupados pelo produto e levá-lo a diferentes pratos e ocasiões.

A aposta parte de um alimento que os empreendedores enxergam como essencialmente brasileiro. “A farofa é considerada a rainha do Brasil. É o alimento mais brasileiro que existe, que é o único produto que literalmente une o Brasil de Norte a Sul. Todos os estados brasileiros consomem farofa, cada um à sua maneira”, afirma Cris. No Rio Grande do Sul, a combinação mais tradicional é com churrasco. É dessa associação que a El Capitan construiu sua identidade.

Hoje, a empresa trabalha com oito versões de farofa, considerando os produtos licenciados de Grêmio e Inter, além de quatro geleias — bacon, cebola, pimenta e pimenta defumada —, sais e fumaça líquida. Os campeões de venda são as farofas de cebola e a geleia de pimenta defumada.
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A farofa de panetone, por exemplo, virou ingrediente de uma sobremesa para eventos: banana na brasa, doce de leite e farofa. “Ninguém quer ser a confeiteira do churrasco. A gente quer fazer o cordeiro, a ovelha, o costelão, os cortes nobres, picanha, entrecot e a sobremesa”, conta Cris.
A El Capitan trabalha com oito versões de farofa | Fernanda Bigio Davoglio/Especial/JC
A El Capitan trabalha com oito versões de farofa Fernanda Bigio Davoglio/Especial/JC

Da cozinha de André à construção da marca

A história da El Capitan começa antes do CNPJ. Formado em Economia pela Pucrs, André morou na Austrália, onde trabalhou em uma indústria de alimentos e se interessou pela produção em escala.

De volta a Porto Alegre, comandou operações gastronômicas premiadas, nas quais já servia suas próprias receitas de farofa e geleia. Durante a pandemia, em 2020, decidiu deixar uma dessas operações e retomar o projeto de construir uma indústria de alimentos. O que começou com a venda para amigos ganhou escala. “Comecei a vender para os amigos e aí começou a fluir também. Decidi vender a minha parte na operação e dedicar-me exclusivamente ao Capitan”, comenta André.

Cris entrou na história em 2022, quando encontrou uma empresa pequena e diante do desafio de disputar espaço em um mercado dominado por grandes marcas. “Me questionava como entraríamos no mercado dominado pelas gigantes”, lembra a empreendedora. A resposta foi explorar a relação com o churrasco.

André passou a atuar como assador e os dois começaram a participar de eventos do setor, levando produtos e presenteando outros profissionais. “A gente olhou, a gente transformou o André na figura de um assador, como ele já tinha assado na Austrália”, conta Cris.

Em 2023, a El Capitan passou a atuar também com eventos corporativos e sociais. A marca se tornou a farofa oficial de grandes eventos do segmento e passou a vender produtos como souvenir no Parque Harmonia. A farofa também recebeu o selo de produto da Capital Mundial do Churrasco.
Além das farofas, a marca conta com opções de geleias | Fernanda Bigio Davoglio/Especial/JC
Além das farofas, a marca conta com opções de geleias Fernanda Bigio Davoglio/Especial/JC

Voz para quem vive o churrasco

Circulando por esse mercado, André e Cris identificaram outra oportunidade: falar sobre um ecossistema que envolve profissionais, indústria, turismo, eventos, educação e negócios. Em 2023, surgiu o projeto que começou como Capitan Entrevista e, em 2024, migrou para o podcast A Voz do Churrasco.
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“A gente identificou por nossas andanças, por esse universo do churrasco, que existia um gap no mercado. Não tem capacitação para esse ecossistema. Não existia uma voz, uma representatividade que falasse pelo setor, que se posicionasse pelo setor, que contasse as histórias do setor”, afirma Cris.

Um dos primeiros episódios abordou a remuneração de assadores em eventos e o uso do termo voluntariado quando há exploração comercial do trabalho. Hoje, A Voz do Churrasco funciona em paralelo às atividades da El Capitan, mas as duas frentes se conectam. Enquanto o podcast amplia a presença dos empreendedores no setor, a El Capitan apresenta produtos e novas possibilidades de consumo.